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Correio da Manhã

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Cortei com aquilo que se deve cortar aos 48 anos

Paulo Camacho, rosto bem conhecido dos telespectadores da SIC, sofreu um ataque cardíaco em 16 Janeiro de 2006. Alguns dias antes tivera um primeiro susto, mas o desconhecimento em relação à doença levou-o a minimizar situação. “Senti uma dor forte no peito, suores e dificuldade em respirar. Percebi que tinha de ir ao médico”, lembra.
18 de Novembro de 2007 às 00:00
Paulo Camacho tem hoje mais cuidado com a saúde
Paulo Camacho tem hoje mais cuidado com a saúde FOTO: Pedro Catarino
Duas semanas depois teve um enfarte do miocárdio. “Penso que tenha sido provocado por um choque térmico. Era uma manhã fria. Estava com a minha mulher no carro e quando saí do calor para o exterior senti os mesmos sintomas”, contou.
Em Odemira, o jornalista dirigiu-se ao centro de saúde e só então percebeu a gravidade. Depois de assistido no Hospital José Fernandes, em Beja, o então pivô da SIC acabou por ser transferido de helicóptero do INEM para o Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, a seu pedido e da família, como divulgou então a unidade hospitalar alentejana, onde ainda foi submetido, pela manhã, a uma bateria de exames.
No Hospital de Santa Cruz, Paulo Camacho foi alvo de um cateterismo, procedimento que consiste na introdução de um cateter para fazer uma radioscopia às artérias coronárias, permitindo detectar eventuais danos. Seguiu-se um período de repouso absoluto, e uma dieta que excluiu a ingestão de estimulantes como o café.
De regresso ao trabalho, Paulo Camacho recorda que de imediato começou a apresentar noticiários e pouco depois fez trabalhos que envolveram algum stress. Sobre a mudança de estilo de vida imposta pela doença explica: “Cortei com tudo aquilo que se deve cortar com 48 anos. Deixei de fumar, quando até então fumava 20 cigarrilhas por dia. Bebo muito menos café e faço exercício”, acrescentou, referindo que não voltou a ter nenhum problema com o coração.
“Não deixou sequelas. Recentemente fiz um electrocardiograma que não detectou nada. Sou apenas medicado para a tensão alta”, disse o ex-jornalista, que em 1998 com Jorge Gabriel, causou polémica no ráli Paris-Granada-Dakar, com a inscrição no veículo ‘Timor, You Should Know It!! [‘Timor. Deve Conhecê-lo!!’]”. A organização obrigou-os a retirar a palavra Timor, que então permanecia ocupado pela Indonésia.
CORAÇÃO NÃO IMPÕE LIMITES AO TRABALHO
O problema de coração não impõe limites ao ritmo de trabalho de Paulo Camacho que, no mês passado, deixou o pequeno ecrã para assumir o cargo de director de Comunicação Externa da PT Multimédia. Paulo Camacho explicou ao CM as razões que o levaram a sair da SIC: “Tinha chegado a um ponto da minha experiência profissional como jornalista em que precisava de fazer algo diferente. Não tinha nenhum desafio imediato em termos profissionais, de carreira, nada que me estimulasse.”. O até agora jornalista sente, no entanto, saudades: “Quinze anos não são 15 dias.”
PERFIL
Paulo Camacho, 48 anos, é casado, tem dois filhos e já é avô. Accionista da produtora Até ao Fim do Mundo, editou o Internacional da SIC e apresentou e coordenou o ‘Jornal da Noite’ (fim-de-semana). Antes de ingressar na SIC, onde esteve 15 anos, trabalhou no ‘Expresso’. Sportinguista, pertence a uma família de jornalistas: os pais Rui Camacho e Helena Marques e os irmãos Francisco e Pedro.
ENFARTE
O QUE É
Conhecido como ataque cardíaco, é o processo de morte de parte do músculo cardíaco por falta de nutrientes e oxigénio. Deve-se à redução do fluxo sanguíneo coronário.
TRATAMENTO
Visa diminuir o tamanho do enfarte e reduzir as complicações seguintes. Envolve repouso, monitorização da evolução da doença, uso de medicações e cirurgia cardíaca.
SINTOMAS
O principal é o desconforto ou dor intensa atrás do osso esterno que é muitas vezes referida como aperto, opressão ou peso, podendo irradiar-se ao pescoço e membros superiores.
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