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Correio da Manhã

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Cortes na Renascença dividem Igreja

Arcebispo de Braga diz-se apreensivo. Bispos portugueses debatem o assunto em abril.
Secundino Cunha 7 de Janeiro de 2020 às 08:51
Padre Américo Aguiar considera que o mercado da comunicação social está a ficar impraticável no nosso país
Padre Américo Aguiar considera que o mercado da comunicação social está a ficar impraticável no nosso país FOTO: Pedro Catarino

Não caiu bem em vários setores da Igreja Católica a decisão do Conselho de Gerência da Rádio Renascença de encerrar a Rádio Sim, um canal do grupo, criado em 2008, vocacionado para o público mais sénior. O assunto vai mesmo ser debatido pelos bispos, na próxima Assembleia Plenária da Conferência Episcopal, agendada para Abril.

A primeira reação pública foi a do arcebispo de Braga, que lamentou o encerramento de uma rádio que "era uma presença da Igreja na comunicação social com grande acolhimento por parte dos cristãos".

D. Jorge Ortiga diz ter acolhido com "apreensão e surpresa" a decisão de "descontinuar" a Rádio Sim e, em comunicado, referiu que o Cabido Arquidiocesano também manifestou "incompreensão e tristeza pelo sucedido".

Mas os cortes no grupo Renascença do início deste ano não se ficam pelo fecho da Rádio Sim e pelo despedimento de três dos seus trabalhadores - José Monteiro, Carlos Coutinho e Carlos Lopes. Também o estúdio regional de Braga, criado há 35 anos, fecha as portas no final deste mês. Os dois funcionários ali colocados serão transferidos para a delegação do Norte.

Ao CM, D. Jorge Ortiga disse que são "novos desafios que é necessário enfrentar" e garantiu que a diocese vai "repensar" as suas comunicações sociais. O bispo Américo Aguiar, presidente do Conselho de Gerência da RR, não quis comentar.

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