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Correio da Manhã

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CRIMES DE ENVENENADORAS PELO INSPECTOR VARATOJO

No quarto livro da série “Arquivos do Crime- Casos Reais”, com compilação de Artur Varatojo e disponibilizado com o Correio da Manhã de hoje, por 2,95 euros além do preço do jornal, vão estar em foco os homicídios por envenenamento, a começar pela portuguesa Virgínia. Ela é o exemplo perfeito deste tipo de criminosas que jogam com amigos e apaixonados para se desembaraçar de quem lhes convém, com grande discrição e quase sem deixar pistas.
15 de Julho de 2003 às 00:00
capa do livro Virgínia e as Envenenadoras, de Artur Varatojo
capa do livro Virgínia e as Envenenadoras, de Artur Varatojo FOTO: cm
A história do crime está cheia de homicidas que escaparam à justiça e considera-se que o seu maior número está entre os que mataram com veneno. Desde a antiguidade, tratou-se sempre de um crime secreto. As estatísticas mostram, por outro lado, que a autoria de uma grande percentagem deste tipo de crime, pertenceu a mulheres. Daí que as envenenadoras estejam em maioria na série de casos tratados por Artur Varatojo, a começar, como se referiu, por Virgínia, uma portuguesa que em finais do século XIX, quando os divórcios eram muito difíceis, aproveitou sem escrúpulos a amizade de um droguista e os desejos de um cunhado para se livrar de um marido que deixara em São Pedro do Sul para vir até Lisboa à procura de vida mais rica e mais fácil.
Virgínia casou com 18 anos, em 1878, e estava já há muito longe do marido quando, em Fevereiro de 1896, decidiu recorrer aos serviços do seu cunhado Joaquim da Costa para ficar viúva e poder dessa forma dar novo curso à sua ambição de riqueza.
Dez gramas de arsénico, sal de azedas e um bocadinho de pedra-pomes, para as “baratas” não lhe sentirem o gosto, foi a receita que o cunhado levou para acabar com a vida de João Bento. A pedra-pomes deve ter cumprido a sua missão. O marido da Virgínia não sentiu o gosto do arsénico. Bebeu e caiu para o lado revolvendo-se em convulsões horríveis. Não houve testemunhas do crime, mas acabou por ser fácil seguir as desconfianças. Joaquim Costa foi preso e, apertado, confessou. Claro que atribuindo as culpas à cunhada... Em Lisboa, o chefe Ferreira foi buscar Virgínia ao seu ninho de amor na Rua dos Fanqueiros. O caso acabou com Virgínia e o cunhado condenados a oito anos de prisão celular e 20 de degredo ou, na alternativa, a 28 de degredo com oito anos de prisão, no lugar do desterro.
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