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Correio da Manhã

Tv Media

CRISE PUBLICITÁRIA COM FIM À VISTA

O mercado publicitário dos media portugueses, que o ano passado atingiu um dos mais baixos valores de sempre, deverá subir ligeiramente em 2003. Esta é uma das estimativas do Observatório da Comunicação (Obercom), apresentadas ontem no lançamento do Anuário da Comunicação, baseando-se nos sinais de recuperação já manifestados pelo mercado.
4 de Junho de 2003 às 00:00
Os sectores  mais afectados pela  crise são a TV e a Imprensa
Os sectores mais afectados pela crise são a TV e a Imprensa FOTO: Manuel Moreira
Em 2002, o investimento publicitário foi de 591 milhões de euros (uma quebra de 8,8 por cento), prevendo-se que este ano sofra uma ligeira subida para os 599 milhões de euros. Para 2004 e 2005, o Obercom prevê uma subida de 6,3 e 5,3 por cento, respectivamente.
Os sectores mais afectados pela crise são a Imprensa e a televisão, com excepção da TV Cabo, que, entre 2001 e 2002, apresenta um crescimento positivo na ordem dos 60 por cento. Para este ano, o Obercom defende que o cenário deverá ser idêntico e que, em 2004, a TV por cabo "terá maior volume de negócios que a Imprensa e a televisão generalista".
O Obercom apresenta ainda "um conjunto de grandes desafios" para a recuperação do sector, referindo-se às vantagens de alianças, agrupamentos de empresas e/ou fusões, inflexão na gestão de actividades criativas e na conceptualização da migração para o digital, transparência e controlo do investimento publicitário, publicidade focalizada e interactiva.
Para o Observatório da Comunicação, a estratégia do pós-crise passa por "alcançar mais com menos investimento".
No primeiro quadrimestre deste ano, o investimento publicitário teve um valor positivo de 5,5 por cento relativamente ao mesmo período de 2002. A maior subida é do cabo, que atraiu mais 43,7 por cento do investimento, seguido da televisão (10,6), a rádio (5) e o cinema (3,8).
No lado oposto, em queda, estão a Imprensa diária (7,9) e não-diária (0,1), o 'outdoor' (1,2) e a Internet (35,8).
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