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CUBA LEVA JORNALISTAS PARA PRISÕES DISTANTES

A organização Repórteres Sem Fronteiras denunciou que 12 jornalistas detidos em Cuba em finais de Março vão ser transferidos para prisões afastadas dos locais de residência das respectivas famílias, o que agrava as já difíceis condições de detenção.
27 de Abril de 2003 às 00:00
"Este segundo isolamento a que vão ser submetidos os jornalistas detidos torna-os ainda mais vulneráveis às humilhações e ao tratamento degradante dispensado habitualmente aos prisioneiros políticos nas prisões cubanas", sublinhou o secretário-geral da organização, Robert Ménard, num comunicado divulgado em Paris.
Espinosa Chepe, de 62 anos, é um dos 12 jornalistas "apanhados" na vaga de detenções de dissidentes do final do mês passado em Cuba e cuja família foi informada da sua transferência para uma cadeia em Guantánamo, a 910 quilómetros da capital, onde deverá cumprir a pena de 20 anos a que foi condenado.
Miriam Leyva, mulher do jornalista, indicou que o marido sofre de hepatite crónica, insuficiência hepática e hipertensão arterial e que não está a receber os cuidados médicos necessários.
As famílias de prisioneiros a quem foram comunicadas transferências para cadeias distantes denunciaram sexta-feira que essa medida é "uma segunda condenação" dos detidos, dadas as dificuldades que se colocam às deslocações na ilha.
Blanca Reyes, mulher do jornalista e poeta Raul Rivero, também condenado a 20 anos, disse que lhe foi comunicado que pode visitar o marido a partir de segunda-feira na prisão de Ciego de Avilla, a 438 quilómetros de Havana.
Blanca indicou que o seu marido está de boa saúde, mas que perdeu 15 quilos nos últimos dias.
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