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Director da Lusa vai ao Parlamento

O director da Lusa, Luís Miguel Viana, vai ao Parlamento explicar as notícias recentemente vindas a público, resultantes de um comunicado do Conselho de Redacção (CR), que alertava para "contornos censórios" na agência de notícias. A data não está formalmente marcada, mas o CM apurou que a audição deverá ter lugar na próxima quarta-feira.
27 de Novembro de 2008 às 00:30
26 dos cerca de 40 jornalistas com cargos de chefia na Lusa assinaram um documento de apoio ao director, negando “qualquer tipo de censura nas suas funções”.
26 dos cerca de 40 jornalistas com cargos de chefia na Lusa assinaram um documento de apoio ao director, negando “qualquer tipo de censura nas suas funções”. FOTO: Jorge Godinho

Na semana passada, a Presidência da República questionou o director da Lusa sobre a forma como este tinha reagido ao tratamento feito por dois jornalistas à entrevista de Cavaco Silva ao ‘Público’. Na altura, Viana enviou um e-mail aos jornalistas, que o CM agora publica na íntegra, em que referia: "Só agora verifiquei que citaram, sem nenhuma mais-valia, a entrevista do Cavaco ao ‘Público’. Não voltem a fazê-lo. A revista de imprensa tem um sítio próprio para ser feita. Espero não ter de voltar ao assunto."

Entretanto, o Bloco de Esquerda pediu a audição parlamentar do director da Lusa, que ontem foi aprovada por unanimidade na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura. O PSD pondera "chamar o CR a uma audição, dependendo do que ouvir do director da Lusa", avança ao CM Luís Campos Ferreira, deputado daquele partido. O CR "está disponível para o bom esclarecimento da verdade".

Anteontem, o director da Lusa decidiu suspender as funções de presidente do CR. Porém, o artigo 20º da Lei da Imprensa (Estatuto do Director) não prevê essa suspensão. O CR deverá pronunciar--se hoje sobre o assunto.

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