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Correio da Manhã

Tv Media
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Dora, a Exploradora: Audiências e lastros

TVI é ultrapassada pela SIC e nos meses de agosto e de novembro a RTP 1 ficou a menos de 0,5% de distância da televisão de Queluz.
4 de Dezembro de 2022 às 16:52
O passado é por vezes imprevisível: basta recuarmos três anos para mergulharmos numa realidade que parece ficcionada, sobretudo para quem não tenha memória ou vontade de aprender com ela. O que se passava há três anos era que a TVI tinha navegado através de janeiro a dominar de forma esmagadora as audiências de televisão, o que fazia há 150 meses consecutivos.

Em março desse ano a TVI é ultrapassada pela SIC e nos meses de agosto e de novembro a RTP 1 ficou a menos de 0,5% de distância da televisão de Queluz. A TVI passara de canal mais visto a quase terceira escolha dos portugueses. Depois dessa data, a TVI afastou-se em termos de audiência da RTP 1 e nunca mais voltou a sentir essa ameaça. O cenário de novembro de 2022 marca um episódio semelhante mas com diferentes protagonistas. Na primeira metade do mês a TVI chegou a liderar as audiências, depois parecia que iria encurtar de forma irreversível a distância para a SIC e, finalmente, antevê-se que a estação de Paço de Arcos se vai voltar a afastar.

Em 2019 como em 2022, há uma estação que parece estar capaz de disputar um lugar mas que ‘morre na praia’. As semelhanças podiam ficar por aqui mas teimam em permanecer se fizermos uma análise em relação ao que falhou: o que impediu a RTP 1 de alcançar a TVI em 2019 e qual o fardo que não permitiu que a TVI superasse a SIC em 2022? Há 3 anos a debilidade da programação da RTP 1 (hoje mais notória do que nunca) não acompanhou a pujança da sua informação, que lhe permitia andar taco-a-taco com a TVI em termos de preferência do público. Em 2022 é a informação da TVI que representa o pesado lastro que não possibilita que a sua programação alavanque o movimento de destronar a SIC da liderança.
























CNN Albânia
O primeiro aniversário da CNN Queluz de Baixo (também conhecida como TVI 23) coincidiu com uma espécie de festa de lançamento da CNN Albânia: a história recente da estação foi apagada e era como se Judite de Sousa nunca lá tivesse trabalhado. Típico de quem fala de canais com notícias que não são canais de notícias e se comporta, reiteradamente, como homem com palavras que não é homem de palavra ou homem com confiança que não é homem de confiança.















Lost in translation
Fiquei muito surpreendida: não fazia a mínima ideia de que Boris Johnson falasse português. Ou isso... ou não houve aqui comunicação e foi só ‘para o boneco’.



































Nono Round
Moniz volta a ganhar e diminui a vantagem de ‘Tinto no Branco’ sobre ‘Perplexidades’ para 5-3: pelos vistos o público já se apercebeu do ‘gato por lebre’ que a máquina da verdade de Nuno Santos representa. Moniz soma e segue numa semana em que o ‘Telejornal’ da RTP 1 roubou o segundo lugar nas audiências ao ‘Jornal das 8’ apenas por um dia. Lá ao longe, o ‘Jornal da Noite’, da SIC, continua a liderar sem concorrência.















FADE IN....
JOÃO FERNANDO RAMOS
Despe a farda de pivot e enverga a de repórter sempre que é necessário. Evolui no terreno com a mesma naturalidade e desenvoltura que evidencia em estúdio. Sobre tudo isto coordena equipas e forma novos talentos televisivos. Se a informação da TVI/CNN Queluz de Baixo não perdeu o Norte é, em boa parte, a João Fernando Ramos


















FADE OUT....
DESVENTURAS COM VENTURA
Fenómeno de longevidade muito comum na RTP: alguém comete erros grosseiros e continua a ter visibilidade para os cometer. Este Ventura, Gonçalo, não sai da memória dos espectadores por ter sido o ‘jornalista’ que inventou declarações de Rui Vitória para que Jorge Jesus as comentasse. Passa o tempo e Ventura continua a fazer estragos: a sua condução da narração da cerimónia de abertura do Mundial foi um hino à falta de competência, à falta de noção de timing em televisão, à falta de preparação e à falta de respeito pelas pessoas que estavam a assistir. Como de costume na RTP é como se nada se tivesse passado e, como tal, para nossa desventura ainda vamos ter de levar com este Ventura mais vezes.

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