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'É UM BOCADO DIFÍCIL FALAR DE TELEVISÃO'

Nicolau Breyner regressa à RTP depois de três anos na SIC. ‘Passo a Palavra’ é o seu novo programa que estreia hoje em horário nobre. Em Setembro, vamos poder vê-lo de novo no canal de Carnaxide no papel de mau da fita da telenovela ‘O Jogo’

05 de maio de 2003 às 00:00

Correio da Manhã - É uma boa altura para regressar à RTP?

Nicolau Breyner - Acho sempre que é boa altura para regressar à RTP, sobretudo, numa altura de mudança, em que a RTP foi repensada e está a conseguir tomar o lugar que lhe pertence no audiovisual. Além de todos os motivos profissionais, tenho amigos com quem é sempre bom trabalhar... Luís Andrade, o Dr. Luís Marques. São pessoas com quem gosto de trabalhar.

- Já disse que era bom regressar a casa, mas também foi bom "viajar".

- Claro que é bom "viajar" e com experiências agradáveis e positivas em telenovelas que fiz na SIC. Uma delas ainda não foi para o ar. É 'O Jogo' que estreia em Setembro. Mas voltar a casa é sempre voltar a casa.

- Fale-me do "Passo a Palavra". É um concurso feito à sua medida?

- Acho que sim, mas não é um concurso fácil. Tem uma grande componente virtual, com gráficos e computadores, com imagens, que é preciso coordenar com uma certa 'anarquia' que tenho em mim e estou muito habituado a fazer o que me 'apetece', se bem que seja muito disciplinado a trabalhar. É um concurso muito engraçado, bem-disposto, sem tensões, não se sente muito o peso do prémio.

- Além da realização, já fez direcção de actores?

- Disso tenho saudades. Gosto de dirigir, francamente. Quando se chega a certa altura, um papel não é suficiente. Quando se está a dirigir, fazem-se vários papéis ao mesmo tempo e isso dá-me uma certa satisfação. É gratificante.

- As audiências preocupam-no? Trabalha para as audiências?

- Neste momento, estou a trabalhar para a RTP, que é uma estação de serviço público que, sem descurar as audiências, a sua meta não são as audiências. A meta é fazer bem. Se puder fazer bem e ter audiências, perfeito. Se as audiências não forem tão grandes como outra estação qualquer com um outro tipo de programa, é assim, por isso é um serviço público. Acho que não estamos a trabalhar para audiências, mas também se possível para audiências.

- Sendo uma das caras mais carismáticas da televisão portuguesa, como vê o estado actual da televisão e, nomeadamente, a ficção nacional?

- É difícil, para mim, falar de televisão. Não quero meter a foice em seara alheia. Acho que se está a fazer muita ficção portuguesa, se calhar muita dela não tem a qualidade que deveria ter. Em vez de dizer--mos 'nós fazemos isto porque a maioria gosta', não, vamos nós fazer de outra maneira para habituar a maioria a gostar de outra coisa.. E acho que há realmente pessoas que se revêem noutro tipo de programas e vejam o caso da RTP que está a colher frutos de um tipo de programação.

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