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Correio da Manhã

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É preciso "heroísmo" para ser jornalista

Presidente eleito culpa conjuntura pelas dificuldades no setor.
Teresa Camarão 1 de Março de 2016 às 08:46
Marcelo Rebelo de Sousa assinalou, na segunda-feira, o 28º aniversário da TSF na Escola Superior de Comunicação Social
Marcelo Rebelo de Sousa assinalou, na segunda-feira, o 28º aniversário da TSF na Escola Superior de Comunicação Social FOTO: José Sena Goulão / Lusa

A dez dias de tomar posse enquanto Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que, hoje, "é preciso heroísmo" para trabalhar na comunicação social. "É muito mais difícil do que há 20 ou 30 anos. Não é que o público se tenha reduzido. É que as condições económicas e financeiras se tornaram muito mais difíceis", justificou o Presidente eleito, durante uma conferência que assinalou o 28º aniversário da TSF na Escola Superior de Comunicação, em Lisboa, perante uma plateia de alunos que também o ouviu desmistificar a emigração.

"Uns ficarão cá – eu não vos convido a irem para fora inevitavelmente –, outros não ficarão. Uns irão e virão. Fica à vossa escolha e cada caso é um caso", reiterou o professor de Direito antes mesmo de citar o primeiro-ministro António Costa, a propósito da importância do jornalismo. "O papel da comunicação social é essencial para a democracia", reiterou.

Durante a intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa também recordou a sua passagem pela TSF, entre 1993 e 1996, como comentador do programa ‘Exame’, onde começou a atribuir notas a políticos, o que, garante, lhe valeu uma coleção de "inimigos". Um convite que partiu de Emídio Rangel, que Marcelo apelidou de "radical"e "ilimitado no combate de causas".

A contar os dias para assumir o cargo de Chefe de Estado, Marcelo revelou ainda que "a probabilidade de voltar à comunicação social é praticamente nula, mas a paixão fica".