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Correio da Manhã

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ELA É COMPLETAMENTE TRESLOUCADA

Carla Lupi é uma das estrelas de ‘Tudo Por Amor’ (TVI), em que veste a pele de Dora, a mãe das gémeas Alice e Margarida.
20 de Agosto de 2002 às 23:09
CM – Quem é a Dora?

Carla Lupi – É uma mulher muito interesseira e oportunista, não por maldade, pois é daquelas pessoas que faz as coisas por necessidade. Ela era bailarina e corista no Parque Mayer, a vida que levava com o marido era um bocado medíocre e não chegava para ela, que sempre sonhou com o brilho e o sucesso. Foi sempre uma mulher que procurou algo mais, mas as coisas não lhe correram muito bem. É um bocado básica, não tem muita educação e vai entrar em choque com aquela gente, que é muito benzoca e fina. Ela vai para aquela casa destabilizar o sistema.

– Este papel é do seu agrado?

– Muito. Às vezes fico um bocadinho chocada, porque a Dora é tão básica e primária que me mete imensa confusão. É muito mal educada, grita, berra, masca pastilha elástica, fuma... É uma mulher completamente tresloucada. Mas está a dar-me bastante gozo, porque nunca fiz nada do género. Normalmente, os papéis que tenho desempenhado são sempre de mulheres muito contidas, são coisas muito dramáticas, e a Dora não. Também terá os seus momentos dramáticos, mas tem um outro lado muito bruto e outro muito alegre e extrovertido, anda sempre a cantarolar. E quando vê um homem que possa significar uns eurozinhos a mais, aproxima-se, lança charme e faz-lhe logo um cerco.

– O papel está a exigir muito de si?

– Está. É um desgaste muito grande. Tenho que pôr muita energia nesta mulher, que parece um vulcão. E já apanhei alguns tiques da Dora. Por vezes, dou por mim a mascar pastilha elástica de boca aberta e a falar de uma maneira bruta com as pessoas. Mas estas atitudes são perfeitamente normais, pois passamos a maior parte do nosso tempo na pele das personagens que encarnamos.

– A Dora irá surpreender?

– Esta mulher é uma surpresa constante. Mas vão acontecer várias peripécias que poderão originar reviravoltas na história. Pessoalmente, estou sempre a ser surpreendida.

– “Tudo Por Amor” é muito diferente das restantes telenovelas?

– É uma produção muito engraçada porque consegue ter um registo de alta comédia. Este é um produto de consumo rápido e tem um registo leve e engraçado, é a telenovela típica, com distracção e entretenimento. Não quer dizer que não passe uma mensagem, mas o objectivo básico é o de entreter.

– Muito se tem falado do ritmo alucinante que este género de produções exige. Como decorrem as gravações de “Tudo Por Amor”?

– O ritmo é muito intenso, mas não me queixo. Como sou hiperactiva, se não estiver a trabalhar esta energia vai para um lado menos positivo. Mas é desgastante, exige muito de mim...
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