Flora, eleita pelos portugueses a favorita da “Operação Triunfo”, não pára de cantar e encantar desde os quatro anos. Na sua terra natal, a aldeia de Roriz, perto de Barcelos, todos estão orgulhosos da sua menina e não perdem os resumos diários transmitidos pela RTP 1, nem mesmo as repetições. “As pessoas não falam de outra coisa. Ela é o orgulho de todos nós”, garante Maria Goretti, uma das irmãs da jovem revelação.
“Somos seis raparigas, todas Marias, a Florinha é a mais nova, e três rapazes. Ela é a única que tem o sonho, desde muito pequena, de cantar. A vida dela é só a música”, acrescenta Maria Goretti.
Mas, como viver das cantigas não é fácil e nem todos o conseguem, a jovem, de 19 anos, está a tirar o curso de secretariado. “Ela está no último ano”, adianta a irmã.
“Estamos todos felizes cá em casa. Nunca pensámos que ela ficasse apurada. Pensávamos que estas coisas só aconteciam aos outros. E, ainda por cima, ela é a favorita”, salienta Maria Goretti, de 21 anos.
Como o pai é taxista, muitos dos clientes iam até lá a casa esperar que regressasse dos serviços e Flora aproveitava a audiência e cantava. Em troca de uma canção recebia vinte ou cinquenta escudos. “Às vezes as pessoas passavam na rua e viam-na a brincar à porta de casa e pediam-lhe para cantar. Com o dinheiro que recebia ela corria para a mercearia para comprar guloseimas. Ficava toda contente”, conta Goretti.
Aos 11 anos, Flora participou num “Chuva de Estrelas”, organizado pela escola, com uma imitação de Anabela com a canção “A Cidade Até Ser Dia”. Depois começou a cantar em casamentos e festas da freguesia.
Maria Goretti, assim como a família e os amigos, não esconde o orgulho de ver Flora na televisão. “Até parece um sonho”, remata.
ALMEIDA SANTOS APOIA NETO
Manel, neto de Almeida Santos concorrente da “Operação Triunfo”, é extrovertido, adora cantar, relaciona-se bem com todos e é ávido de aprender. Pelo menos este foi o perfil traçado pela sua mãe Madalena, médica (tal como o pai, director do Hospital da Cruz Vermelha), que adiantou ao CM "não estar nada preocupada” em vê-lo na escola de música da RTP1.
E se a música é uma paixão, também a medicina o é para Manuel, que está no quarto ano do curso: "Esta entrada na Operação é capaz de interferir durante este ano. Mas ele é persistente e gosta muito de medicina".
Ao contrário do que se pensa, foi o avô, Almeida Santos, quem mais força deu a Manuel para colocar em prática os seus dotes vocais e foi mesmo o ex-presidente da Assembelia da República quem colocou água na fervura: "Fico triste quando vejo escrito nos jornais que o meu pai não vê com bons olhos o neto no programa. É falso porque foi ele quem acalmou a família e nos disse que isto podia ser uma experiência muito enriquecedora e que a vida não é só estudar...", contou. "O meu filho não canta fado mas o meu pai esteve sempre do lado do neto para que participasse.
Às vezes os dois tentam fazer duetos. O Manuel com a viola e o meu pai com a guitarra. Em casa e em família o Manel farta-se de cantar e saía muito para os karaokes", revelou a mãe. A doutora Madalena não acredita que o filho chegue ao fim e garante que já há duas ou três vozes reveladoras. Quais? Não disse. "Ele canta bem, tem presença e boa figura, é versátil e bem disposto mas não sei se será só isso que ali se avalia", confidenciou.
GALA COM LIMITAÇÕES PARA AS FAMÍLIAS
Na semana passada a Gestmusic, produtora da “Operação Triunfo” contactou os familiares dos concorrentes e disse-lhes que não podiam estar presentes na gala do último domingo. Muitos estranharam, pois a dimensão do estúdio permite uma grande assistência.
Paula Moura, responsável da produtora em Portugal, contactada pelo CM sobre as razões desta decisão disse que “a produção assim o entendeu” e perante a nossa insistência em perceber porque é que os familiares e amigos não puderam assistir ao segundo espectáculo dos jovens a responsável acrescentou: “A produção decidiu que os familiares, nessa gala, não iriam estar presentes” e nem mais uma palavra sobre o assunto.
Tudo parece ainda mais estranho se considerarmos que o estúdio possui 400 lugares, permitindo a presença das famílias dos 16 concorrentes e restante público.
À RTP, a GestMusic argumentou com o facto de, por se tratar do dia das primeiras nomeações, ser melhor os concorrentes não terem familiares nas bancadas, pois podiam emocionar-se antes da sua interpretação ou até, em caso de maior pressão, abandonar o concurso. Estranho... Até porque para o próximo domingo a GestMusic voltou a colocar limitações de presenças.
Por exemplo, para a família de Flora (nove irmãos mais os pais) reservou apenas seis lugares. E parece disposta a não ceder mais nenhum. O que significa que os irmãos vão ter de se auto-seleccionar. Mais uma vez, sem explicações por parte da produtora.
Uma das queixas na última gala foi também a de que a maioria dos espectadores esteve várias horas sem puder ir à casa de banho.
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