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ELE ESTÁ DE VOLTA

Apesar de ter uma costela partida, Cecília Gaudêncio, de 61 anos, pôs-se ao volante e percorreu mais de 600 quilómetros ao encontro do seu bisneto, após ser informada pela GNR de Castelo Branco de que o bebé fora lá entregue pelos pais.
17 de Novembro de 2002 às 00:00
Agora, já com João Miguel entretido a brincar à sua volta, surge o desabafo: “É uma grande alegria tê-lo de volta, depois destes últimos dias de grandes preocupações por não saber se ele estaria bem”.

O caso teve início na passada terça-feira, quando os pais da criança a levaram para parte incerta, desrespeitando uma decisão do Tribunal de Família e Menores de Portimão que concedia à bisavó, residente na Guia, concelho de Albufeira, a guarda provisória da criança, por considerar que os progenitores não tinham condições para isso. Na quinta-feira, a GNR detectou o bebé em Castelo Branco, na companhia dos pais, os quais acabaram por o entregar voluntariamente no posto local no dia seguinte. “Na sexta-feira ligaram-me da GNR de Castelo Branco a dizer que se encontrava lá o João, pelo que me meti logo no carro. Percorri quase 700 quilómetros para o ir buscar, mas se tivessem sido mil eu teria feito o mesmo”, relata Cecília Gaudêncio.

Por outro lado, faz questão de enaltecer o comportamento dos militares da GNR: "Esperaram-me à entrada da cidade para indicar o caminho até ao posto, enquanto uma senhora da Guarda cuidou da criança".

A bisavó materna não teve contacto com os pais da criança em Castelo Branco, porquanto eles já não estavam no posto quando ela foi buscar o João Miguel. Refere, no entanto, que a criança havia sido bem tratada.
Cecília Gaudêncio confessa que a situação "se resolveu mais depressa” do que chegou a recear. Conforme assegura, sempre foi ela que cuidou do menino, mesmo quando este vivia com os pais.

O processo respeitante à custódia de João Miguel terá, no entanto, novos desenvolvimentos. Neste momento, Cecília Gaudêncio conta apenas com a guarda provisória da criança, indo realizar-se no dia 9 de Dezembro a audiência em Tribunal para decidir em definitivo quem fica com a criança.

Segundo a bisavó, "se os pais tivessem condições, naturalmente que seria desejável o João ficar com eles".
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