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Correio da Manhã

Tv Media

ELES SÃO MESMO PROFISSIONAIS

Formaram um dos pares mais badalados do Verão. Se é verdade que Nicolau Breyner e Rita Blanco ainda mantêm uma relação amorosa, nada o faz acreditar nos bastidores de ‘Santos da Casa’.
11 de Outubro de 2003 às 16:07
Profissionalismo acima de tudo. A cumprir uma digressão pelo País, Nicolau Breyner e Rita Blanco não deixam transparecer qualquer relação amorosa entre eles quando prepararam a primeira edição dom novo programa ‘Santos da Casa’ (RTP1) em Castelo Branco. Na azáfama dos bastidores, os dois actores concentram-se no seu trabalho e deixam a sua vida privada à porta dos teatros. “Não digo que é a melhor coisa, mas é uma das melhores coisas que me podiam acontecer”, afirmou Nicolau Breyner, não sobre uma pretensa relação com Rita Blanco, mas sobre a oportunidade de dar vida a este seu projecto. Por seu lado, a actriz mostra-se muito animada por participar neste projecto e adianta: “As grandes atracções não são a Rita e o Nicolau, é a série em si. Protagonista é a própria situação.”
‘Santos da Casa’ é uma ‘sitcom’ transmitida em directo de teatros de diversas cidades por esse país fora. Os dois primeiros episódios foram apresentados em Castelo Branco e Mafra. Seguem-se mais onze cidades portuguesas, entre as quais Portimão, Barreiro e Portalegre.
Ao lado de Nicolau Breyner (‘Afonso Santos’) e de Rita Blanco (‘Madalena’) contracenam Heitor Lourenço (‘Óscar’), Cleia Almeida (‘Rita’), Salvador Monteiro (‘Tiago’), (‘Rita Lello’), Miguel Ramos (‘Zé Pedro’) e Carla Vasconcelos (‘Nandinha’).
Para além de constituir o desafio de uma série de humor apresentada ‘sem rede’, ‘Santos da Casa’ tem o objectivo de levar o teatro a localidades onde esta forma de arte não tem chegado. Para tal, foram enviadas cartas às câmaras municipais a apresentar o projecto. A adesão por parte das autarquias tem sido, segundo Teresa Guilherme, produtora do programa, “uma verdadeira loucura.” “As pessoas querem o teatro. É preciso descentralizar e há vontade para o fazer, mas é preciso ter em atenção que cada vez que se sai do estúdio as coisas ficam muito mais caras”, diz a produtora, acrescentando que, no entanto, ‘Santos da Casa’ não é uma série muito cara.
'CIRCO' NA ESTRADA
A série ‘Santos da Casa’ arrasta consigo um verdadeiro ‘circo’ de caravanas com equipamento técnico, camionetas repletas de material e uma equipa com mais de cem pessoas. A montagem do espectáculo resulta da produtora de Teresa Guilherme e da RTP Meios, sendo esta última responsável pela equipa técnica, como a iluminação e o som. Como cada episódio é apresentado a partir de um teatro diferente, isso acarreta um trabalho acrescido, pois semana após semana é necessário ajustar o som e a iluminação, já que cada sala tem as suas características.
Todas as semanas um grande número de profissionais é obrigado a montar dezenas de holofotes, microfones e cabos que ligam o palco à caravana onde se encontra a régie. No final de cada apresentação, os mesmos trabalhadores apressam-se a desmontar tudo, porque o ‘circo’ de ‘Santos da Casa’ tem de seguir para uma outra localidade. Em pouco tempo, os sinais de que naquele teatro foi realizada uma série de televisão desapareceram completamente. “Não é difícil, porque cada um está no seu lugar a fazer o seu trabalho”, diz a produtora da série.
Também para os actores este projecto é mais complicado do que o teatro. Como refere Heitor Lourenço, neste tipo de trabalho “tem de ser mais apressado em relação a uma peça de teatro. Chegamos a ter só três dias para ensaiar um episódio.”
MAIS PERTO DO PÚBLICO
Um dos pontos fortes de ‘Santos da Casa’ é interacção do público com os actores. É por isso que os diálogos passarão cada vez mais a incluir temas relacionados com as localidades a patrir das quais a série é transmitida. Por outro lado, explica Teresa Guilherme, vai incluir igualmente assuntos de interesse nacional com actualidade, se possível que se tenham verificado no dia em que a série vai para o ar.
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