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ERC dá razão a José Diogo Quintela em queixa contra jornal

“O presidente da ERC [Azeredo Lopes] tomou posição num blogue após ouvir o queixoso e nunca o director”, diz Vítor Serpa, director do diário ‘A Bola’. O jornalista contesta a legitimidade do responsável da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) para decidir sobre a queixa que o opõe a José Diogo Quintela.
6 de Julho de 2011 às 21:00
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josé diogo quintela, erc, a bola, vítor serpa FOTO: Diogo Pinto

No centro da polémica está um texto de José Diogo Quintela, antigo cronista do desportivo, em que este respondia a críticas de Miguel Sousa Tavares, outro colaborador de ‘A Bola’, e que o director do jornal entendeu estar a alimentar um clima de “guerra civil” nas páginas do diário. Nesse sentido, Vítor Serpa cortou, sem conhecimento nem autorização do autor, parte do texto, levando José Diogo Quintela e o companheiro do grupo Gato Fedorento, Ricardo Araújo Pereira, a cessarem a colaboração com o diário. 

O humorista avançou com uma queixa na ERC contra ‘A Bola’ e o seu director, e o regulador julgou-a precedente, considerando que “cortar representa uma distorção inaceitável da opinião do autor e traduz um comportamento que ofende a boa fé e as expectativas dos leitores”. Para além disso, lê-se na deliberação do órgão, a conduta do director “não se enquadra nos padrões de exigência ético-legais que devem pautar a actividade jornalística em geral e extravasa os limites dos poderes gerais de orientação que lhe assistem”. 

Mas Vítor Serpa, que ressalva que a deliberação “é uma recomendação e não uma penalização”, entende que Azeredo Lopes “não tinha condições morais para participar na tomada de decisão após a posição no blogue, que condiciona o órgão”. “Não há opiniões pessoais. Não o entendo e não aceito”, sublinha. Por isso, diz, Azeredo Lopes “não tem legitimidade moral para julgar o caso”. 

 “A ERC julgou e condenou quem já havia julgado e condenado. Não sei se vão querer julgar uma terceira vez”, sustenta o jornalista, para quem a situação é “absolutamente inaceitável”. O director de ‘A Bola’ diz que vai recorrer da decisão “de todas as formas necessárias, se possível até fora de Portugal”.

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