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Correio da Manhã

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Espanhóis admitem ficar com 90%

Os espanhóis admitem como provável comprar 90% das acções da Media Capital. A confirmar-se esse cenário, com recurso à aquisição de 2% dos títulos no mercado, a Prisa evitaria lançar uma segunda Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a empresa que detém, entre outros, a TVI.
24 de Janeiro de 2007 às 00:00
A Prisa conta que Miguel Pais do Amaral, o qual poderá embolsar cerca de 78 milhões de euros na operação, e a RTL vendam na OPA – iniciou-se ontem, prolongando-se até 5 de Fevereiro – cerca dos 55% das acções que têm na Media Capital. Sabendo-se disso, é expectável que mais 2% das acções sejam transaccionadas no mercado. O grupo de comunicação espanhol chegaria, assim, com os seus 33%, aos 90%. E, perante esse cenário, lançaria uma OPA potestativa, retirando a Media Capital da Bolsa. Por outras palavras: já não haveria lugar a uma segunda OPA, neste caso obrigatória. Importa, contudo, sublinhar que a RTL – detém igualmente 33% dos votos do grupo português – nunca se pronunciou sobre a posição que adoptará no negócio.
O grupo de Comunicação do país vizinho, representado ao mais alto nível por Manuel Polanco, já fez saber que não está disposto a pagar mais de 7,40 euros por acção. Esta contrapartida por título, segundo a Prisa, é superior ao valor de empresas europeias do mesmo segmento de mercado. Quer isto dizer que o preço oferecido pela Prisa avalia a Media Capital em 14,9 vezes o EBITDA previsto para 2006.
Na eventualidade de ter de lançar uma segunda OPA, obrigatória portanto, a Prisa já fez saber que a contrapartida da oferta deverá ser fixada por um auditor independente, indicado pela CMVM. E o argumento da Prisa é este: o valor da cotação da Media Capital nos últimos seis meses “não é equitativo”, ou seja, admite que se trata de um caso de manipulação.
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