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Correio da Manhã

Tv Media
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‘ESTOU VICIADA NOS TESTES’

Teresa Guilherme, expedita e bem-disposta como sempre, será a face divertida de um programa de formato sério. Desta vez, vai ajudar-nos a conhecermo-nos melhor.
26 de Abril de 2003 às 17:54
Teresa Guilherme
Teresa Guilherme FOTO: José Barradas
Faltam duas semanas para vermos na TVI “o mais caro investimento do ano neste canal”, nas palavras do seu director-geral, José Eduardo Moniz. A versátil Teresa Guilherme, que apresenta o original formato juntamente com o jornalista Júlio Magalhães, confessa-nos que ambos estão já “viciados” nos testes de inteligência das versões estrangeiras do programa. Só não podem, como apresentadores, revelar o seu próprio Q.I. (ver caixa). Afinal, é ou não o segredo a alma do negócio?
“Quem É o Mais Inteligente?”, cuja exibição se fará em 11 de Maio, em directo e em horário nobre, apurará quem, em vários grupos de portugueses, tem mais altos Quocientes de Inteligência (Q.I.). A amplitude da consulta e os meios utilizados fazem encarar o programa como se de um teste à nação se tratasse.
Com quatro horas de duração, o formato não é um concurso de cultura geral, nem irá dar prémios a ninguém. Em estúdio estarão quatro psicólogos, que ajudarão a apurar os resultados dos 160 participantes. O objectivo é satisfazer a curiosidade de todos, uma vez que revelará a inteligência pessoal de quantos quiserem participar, mesmo que fora do estúdio, de várias formas (ver caixa).
José Eduardo Moniz pondera a hipótese de realizar uma segunda emissão em Setembro desta produção da TVI. Adaptada de um formato original holandês, “Quem É o Mais Inteligente” revelou ser um sucesso em vários países da Europa, encontrando-se agora em vias de dar o salto para outro continente, ao ser adquirido para exibição nos EUA.
Questionada sobre se “Quem É Mais o Inteligente?” poderia superar o “Big Brother” em audiências, Teresa Guilherme afirma “não esperar mais ou menos audiências”. E explica: “Trata-se de um programa muito diferente, onde pessoas de qualquer idade, mesmo crianças, são convidadas a participar, não
a assistir.”
Os participantes em estúdio são divididos em grupos distintos, nomeadamente os de homens-mulheres e loiras-morenas (ver caixa). A ideia é desmistificar mitos, como o do tão banalizado “loira burra”.
Teresa Guilherme espera divertir-se e “divertir os próprios participantes, que, na fase mais séria, a das perguntas, estarão expostos a alguma tensão.” Explica melhor: “A minha função é a de amenizar o clima, através de entrevistas, e quebrar alguns mitos, ajudando as pessoas a conhecerem-se melhor a si próprias e ao País. Imagine-se que os alunos se revelam mais inteligentes do que os professores… Seria divertidíssimo! Vamos aferir o Q.I. ‘preto no branco’.”
A Júlio Magalhães cabe colocar as questões nas categorias de Linguagem e Memória, Lógica, Cálculo e Técnico-Espacial. O Q.I. resulta da soma das várias áreas.
”O MEU Q.I. SATISFAZ-ME”
Aos 15 anos, Teresa Guilherme fez um teste para apurar o seu Quociente de Inteligência (Q.I.). Agora, que se prepara para apresentar um programa onde o objectivo é dar a conhecer aos participantes o quão inteligentes são, ficou a saber ainda mais sobre um assunto que sempre a interessou. “Está provado que a inteligência não tem idade. Nasce-se com ela e mantém-se para sempre. O que se pode desenvolver ao longo da vida é a cultura”, refere. Sobre o teste que fez na adolescência, cujos resultados se adivinham altos, apenas revela: “O meu Q.I. satisfaz-me!”
A apresentadora realça que “as pessoas jovens podem responder com maior rapidez a um teste, mas as mais velhas, mesmo que não respondam tão rapidamente, ganham em conhecimento e sabedoria de vida.”
ALGUNS GRUPOS EM JOGO
Mulheres e homens
Alunos e professores
Loiras e morenas
Lisboetas e nortenhos
Alentejanos e algarvios
Benfiquistas e sportinguistas
Canhotos e destros
Pessoas com e sem óculos
Guedelhudos e carecas
Fumadores e não fumadores
COMO PARTICIPAR
Este programa, de carácter interactivo, está aberto à participação dos telespectadores, através da Internet, por SMS ou a partir da televisão interactiva. Quem quiser fazer os testes na intimidade do lar, sem os revelar, pode obter o cartão Q.I., que será disponibilizado oportunamente em publicações nacionais. Esta forma de participação permitirá avaliar os resultados de forma reservada, em família ou entre amigos.
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