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Correio da Manhã

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Eu, Sofia chega às mãos da magistrada

Pelo segundo dia consecutivo, o Palácio da Mitra, em Lisboa, foi o local escolhido para as filmagens de ‘Corrupção’, a longa-metragem baseada em ‘Eu, Carolina’. Desta vez para captar alguns dos momentos decisivos antes da publicação de ‘Eu, Sofia’, o livro que, à imagem da vida real, irá desencadear todo o processo judicial contra o ‘Presidente’ (Nicolau Breyner).
21 de Agosto de 2007 às 00:00
'Sofia', incitada por 'Luís', expõe o seu caso a uma 'Magistrada'
'Sofia', incitada por 'Luís', expõe o seu caso a uma 'Magistrada' FOTO: Sérgio Lemos
Ontem, ‘Luís’ (António Pedro Cerdeira), apresentou ‘Sofia’ (Margarida Vila-Nova) tanto ao ‘Director da Polícia Judiciária’ (Miguel Monteiro) como à ‘Magistrada’ (Suzana Borges). No entanto, foi sobre esta última personagem que recaiu a atenção das câmaras.
“Tem consciência de que se está a expor, assumindo que trabalhou num bar de alterne. A opinião pública vai crucificá-la”, sentencia a ‘Magistrada’ a ‘Sofia’ depois de ler os primeiros capítulos do livro polémico, ainda em esboço. Apesar da advertência, ‘Sofia’ mantém-se impassível e diz que o que lhe importa é o amor dos filhos, pelo que a ‘Magistrada’ aconselha a protagonista a procurar uma editora em Lisboa. “Tenha muito cuidado, Sofia. Não queira ser como um coelho no momento da morte”, avisa. Mais tarde, tanto no dia como na acção, a ‘Magistrada’ pergunta ao agente da PJ pela ‘sua amiga’, mostrando-se muito interessada na publicação da obra.
Antes já ‘Luís’ e o ‘Director’ tinham filmado a cena em que o agente avisa o seu superior de que ‘Sofia’ corre perigo e precisa de mais operacionais para garantir a segurança da figura central do processo que irá nascer em breve. Contudo, a personagem interpretada por Miguel Monteiro não se mostra muito preocupado. “Tem calma. Achas que este é o único caso que tenho em mãos”, questiona o ‘Director’ a ‘Luís’, mostrando-lhe que não terá os reforços desejados pois o caso não é uma prioridade para a Polícia Judiciária.
“Hoje é um dia mais calmo”, reconhece o realizador João Botelho, comparando o dia de ontem com a véspera, quando filmou uma cena que reuniu a quase totalidade do elenco de ‘Corrupção’. De facto, o plano de ontem contemplava apenas quatro cenas com os quatro actores referidos. Mesmo assim a produção arrastou-se durante a tarde. Tudo por causa do tráfego no exterior do Palácio da Mitra. “Deixa só passar este... Acção!”, foi a frase mais repetida por João Botelho ao longo do dia, seguida de “Corta! Ouve-se o autocarro. Vamos repetir”. “É a diferença entre filmar em estúdio ou num Palácio”, reconhece alguém da produção.
UMA CENA, 26 CIGARROS
Se Margarida Vila-Nova e Suzana Borges não fumassem na vida real teriam certamente vivido um dos piores dias das suas vidas. Na cena que filmaram juntas, as duas actrizes eram obrigadas a fumar enquanto conversavam sobre o lançamento do livro ‘Eu, Sofia’, razão pela qual a cada grito de ‘Acção!’ proferido por João Botelho ambas acendiam um cigarro. Resultado: em cerca de uma hora, ‘Sofia’ e a ‘Magistrada’ fumaram 26 cigarros. No final não houve cigarrinho para descontrair.
ACÇÃO: CARLOS FIGUEIREDO, 'MAKING OFF'
SURPRESA ADIA FÉRIAS DE VERÃO
Carlos Figueiredo, portuense de 31 anos, é, desde anteontem, o responsável pelo making off de ‘Corrupção’. “Gravei um videoclip com os Vozes da Rádio e quando acabou fiquei mais uns dias em Lisboa porque estava de férias. Entretanto a produção ligou-me e eu vim trabalhar”, diz. Licenciado em Som e Imagem pela Universidade Católica do Porto, Carlos Figueiredo quer fazer “uma espécie de documentário” sobre a produção do filme.
PRÓXIMAS CENAS
O ‘Deputado Espancado’ aceita as desculpas de ‘Sofia’, que se arre-pende de ter ordenado a sova. Entretanto ‘Luís’ e o ‘Director’ regozijam-se com o sucesso da investigação em curso.
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