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FAMÍLIA DE MARILINE NEGA PERSEGUIÇÃO

"Nunca houve perseguição ao sr. João Nunes. Acompanhámo-lo a pedido do mesmo".
23 de Outubro de 2003 às 00:00
A ex-finalista de Ídolos Mariline Ortigueira
A ex-finalista de Ídolos Mariline Ortigueira FOTO: d.r.
Quem o garante é Carminda Ortigueira, mãe de Mariline, a concorrente excluída de "Ídolos", em resposta às acusações proferidas por João Nunes, sócio-gerente da editora Som da Lezíria, que alega – conforme o CM noticiou na edição de ontem – ter sido "perseguido e ameaçado com manobras de condução perigosa" por familiares da jovem que queriam "obrigá-lo a assinar a rescisão”, o que o levou a apresentar queixa na PSP de Oeiras.
As "dores de cabeça" de Mariline começaram na passada sexta-feira, após a Som da Lezíria ter revelado que a cantora tinha um contrato discográfico com a editora, pondo em causa a sua participação em "Ídolos". Os pais de Mariline entraram então em contacto com João Nunes para negociar a rescisão.
O encontro foi marcado para sexta-feira, na presença dos advogados de ambas as partes, mas a minuta da rescisão não chegou a ser redigida "porque faltava a assinatura de um dos sócios de João Nunes, em viagem nos Açores", relatou ao CM, Carminda Ortigueira.
A reunião ficou adiada para sábado, dia em que o sócio chegaria a Lisboa. "No sábado, João Nunes estava no estúdio, em Sacavém, e pediu para irmos ao Hotel Ibis, onde estava o sócio , e lá assinariam a rescisão", contou a mãe de Mariline.
"Nessa noite, tínhamos combinado um jantar de comemoração pelo apuramento da Mariline, com a família e amigos. Por isso, fomos todos para o Ibis". Alegadamente, depois da família ter esperado mais de duas horas, o pai da jovem decide voltar a Sacavém, ainda a tempo de acompanhar João Nunes no percursso entre o estúdio e o hotel.
“Ele subiu para falar com o sócio e nós fartámo-nos de esperar. Eram 23h00 quando o meu marido decidiu entrar no hotel. João Nunes disse-lhe que fazia a minuta mas que esta perdia o efeito caso a mostrássemos à Imprensa. Perante tantas dificuldades, o meu marido disse-lhe que era melhor 'abrir o jogo e dizer logo o que pretendia'. Ele respondeu que não queria nada, mas precisava de voltar ao estúdio. É quando o meu marido lhe diz que ele não sai dali sem falar com o sócio".
Ainda de acordo com a mãe da cantora, João Nunes "disse que ia falar com o sócio, mas acabou por deixar o hotel". Cá fora, deu de caras com o resto da família e, "insistindo em regressar ao estúdio, sugere que alguém o acompanhe noutro carro". Perante mais aquele impasse, a tia de Mariline e um amigo disponibilizam-se para a "viagem", durante a qual "João Nunes se dirige à esquadra da PSP de Oeiras e apresenta queixa por perseguição e ameaças" contra a tia e o amigo de Mariline.
De acordo com a mãe da cantora, "às 03h00, João Nunes telefona-lhe para dizer que os advogados tratariam do assunto". Na segunda-feira, o advogado da Som da Lezíria reuniu-se com a advogada da família Ortigueira e exigiu cerca de 25 mil euros pela rescisão do contrato, mas a proposta foi recusada.
A história culminou anteontem, com a produtora de "Ídolos" a anunciar o afastamento de Mariline. Tanto a Som da Lezíria como a família Ortigueira prometem recorrer aos tribunais.
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