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"Fátima Lopes não nos faz falta”

Nuno Santos, director de Programas da SIC, acredita que Conceição Lino vai marcar a diferença na condução das tardes e que com Gabriela Sobral serão “mais fortes”.
6 de Setembro de 2010 às 00:30
'Fátima Lopes não nos faz falta”
'Fátima Lopes não nos faz falta” FOTO: Sérgio Lemos

Correio da Manhã – A rentrée da SIC arranca dia 12, com ‘Ídolos’. Mas é na segunda, 13, que se dão as grandes estreias, com ‘Boa Tarde’, de Conceição Lino, e a novela ‘Laços de Sangue’.

Nuno Santos – ‘Ídolos’ é um programa central na nossa oferta e tudo me garante que vamos ter uma edição muito forte. Dia 13 temos a estreia mais estruturante para a grelha. É ‘Laços de Sangue’ que abre uma nova etapa na ficção da SIC.

– Já começou a trabalhar com Gabriela Sobral, que ocupará o cargo de directora de produção?

– Estamos a trabalhar em conjunto. Não tenho qualquer dúvida de que com a Gabriela seremos mais fortes. Ela tem conhecimento e experiência em muitas áreas, em particular na ficção e no entretenimento. Vai ajudar-me a fazer melhor o meu trabalho. Ela vem reforçar a área da produção e eu continuo responsável pelos conteúdos.

– Continua a considerar Fátima Lopes uma grande perda?

– Interessa-me olhar para a frente. Hoje, se me perguntarem se a Fátima nos faz falta, a resposta é não. Encontrámos outras soluções e gosto de ver nas dificuldades as oportunidades. Temos boas alternativas.

– Refere-se a Conceição Lino?

– Sempre achámos que, um dia, ela poderia vir a dar este passo. Além disso quisemos um programa diferente. ‘Boa Tarde’ tem uma componente de cidadania que, sem dúvida alguma, está mais legitimada com a presença da Conceição.

– A SIC sofreu, no primeiro semestre, uma significativa redução nos custos de grelha (seis milhões). Acha que isso pode reflectir-se nas audiências?

– A SIC é a estação que tem menor investimento. Mas o que interessa é quem gasta melhor ou pior. Há alturas em que julgo que existe uma competição desigual. Mas não me queixo. Primeiro temos de compreender a crise que o País atravessa. Em segundo, a SIC faz parte de um grupo de media que mantém a independência editorial. E isso, por vezes, obriga-nos a ser mais contidos em algumas opções de forma a não fazermos cedências.

– Onde foram feitos os principais cortes?

– No entretenimento e na ficção. Prevemos que a situação financeira esteja mais aliviada no final de 2011 e aí então teremos as mesmas condições do que os outros.

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