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Correio da Manhã

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“Foi difícil gritar com a minha mãe”

Filha da actriz Carla Andrino, Marta, revela que adorou contracenar com a mãe na novela ‘A Outra’ (TVI). Agora, a actriz de 22 anos interpreta a irreverente Catarina em ‘Deixa que te Leve’.

19 de Junho de 2009 às 00:00
Marta Andrino
Marta Andrino FOTO: Jorge Paula

- Catarina é o seu segundo papel numa novela da TVI. É uma adolescente rebelde... Como vê a personagem?

 

- A Catarina é uma adolescente e, por isso, acha que tem idade para fazer o que quer. A mudança tem sempre um impacto nas pessoas e muito mais numa jovem que saiu de Lisboa e deixou a vida a que estava habituada para ir viver para Arcos de Valdevez.

 

- Vai haver alguma mudança na personagem?

 

- Vai, mas não posso revelar muito. Ela vai mudar de visual para chocar os pais e as pessoas que a rodeiam em Arcos de Valdevez. Ela já tem um look diferente e, para chatear os pais, volta a mudar.

 

- Em ‘A Outra’ contracenou com a sua mãe, Carla Andrino, nos papéis de mãe e filha. Como foi essa experiência?

 

- Foi óptima, maravilhosa, voltava a repetir vezes sem conta. Foi engraçado porque já tinha sido o terceiro casting que fizemos para mãe e filha. O primeiro foi para ‘Aqui não há quem Viva’ e o segundo para ‘A Ilha dos Amores’. Nunca misturámos os papéis. Em casa era em casa, ali era ali.

 

- Foi fácil gerir?

 

- Foi difícil, nas discussões, gritar com a minha mãe. Não conseguia, mas como tinha de ser, disse-lhe: ‘Olha mãe, desculpa, mas tenho de gritar contigo.’

 

- Mas a sua personagem, ‘Sofia’ era diferente da actual.

 

- Completamente. Era meiga, fazia voluntariado, queria ajudar o namorado a libertar-se das drogas, não gostava nada da exuberância da mãe, era muito mais simples e, com isso, identificava-me com ela. Mas sou mais tranquila.

 

- O facto de ser filha de uma actriz abriu-lhe portas?

 

- Espero bem que não. Porque fui às audições tal como as outras pessoas. Quando fiz o casting para ‘A Outra’ eram poucas as pessoas que sabiam que éramos mãe e filha.

 

- Quando surgiu a vontade de representar?

 

- Nunca surgiu até à minha primeira série: ‘Aqui não há quem Viva’. Estava a terminar a minha licenciatura em Marketing e pensei: ‘Não sabia que gostava de fazer isto?!’ Foi uma boa experiência. Depois seguiu-se ‘A Outra’ e fiz um telefilme para ‘Casos da Vida’.

 

- Gostou de participar nesta última produção?

 

- Adorei. Primeiro, porque foi logo a seguir ao fim das gravações de ‘A Outra’ e então senti que estavam a apostar em mim. Mas foi com esta novela que comecei a ver: bom, este é o caminho que, para já, quero seguir.

 

- A sua mãe dá-lhe conselhos?

 

- A única coisa que a minha mãe me disse sempre foi para nunca representar, apenas sentir. E é isso que faço. E, por acaso, há umas duas semanas pedi à minha mãe para passar as cenas comigo, mas porque eram muitas –já tinha gravado o dia todo e não sabia as cenas do dia seguinte. Foi o único momento em que pedi ajuda.

 

- Mas é uma referência?

 

- É, claro. E como pessoa. Somos muito ligadas e os quatro meses no Brasil ainda nos uniram mais. Gostava de seguir as pisadas dela.

 

- Então o humor é um registo que lhe agrada.

 

- Sim, mas é mais difícil. Acho mais fácil fazer chorar alguém do que fazer rir.

 

- E o teatro?

 

- Quero muito experimentar. O verdadeiro actor tem de fazer teatro. E gostava muito de fazer um musical (do La Féria era muito bom), porque adoro cantar.

 

PERFIL: VIAJANTE

 

Marta Andrino nasceu em Lisboa a 14 de Junho de 1987. Licenciada em Marketing, estudou Teatro no Brasil quando acompanhou a mãe que integrava ‘Negócio da China’. “Teimosa” e “racional”, quer “fazer o mestrado” e viajar.

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