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Correio da Manhã

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FUTEBOL QUER EMISSÕES

Apesar de “desconhecerem o enquadramento dos projectos de programas para o Canal Sociedade, aberto à sociedade civil”, a Federação Portuguesa de Futebol já manifestou interesse ao ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento, em candidatar-se a um espaço de antena no futuro canal 2 da RTP.
24 de Dezembro de 2002 às 00:00
Amândio de Carvalho, vice-presidente da FPF, confidenciou ao CM: “Enviámos uma carta ao ministro da Presidência e ao Conselho de Administração da RTP a manifestar disponibilidade para integrar o conjunto de entidades da sociedade civil candidatas ao preenchimento de um ou mais espaços no futuro canal”.
“Ainda não sabemos se o futebol se enquadra no panorama da tal sociedade civil, mas tudo leva a crer que sim”, revelou.

Divulgar as actividades da Federação parece ser o principal argumento da FPF: “Queremos contribuir para a formação dos agentes desportivos”, sublinhou.
De acordo com o mesmo responsável, “a Federação tem uma panóplia de áreas temáticas e uma diversidade de conteúdos que urgem promover junto do universo dos cidadãos portugueses, no País e nas comunidades lusófonas espalhadas pelo Mundo”.

Mas atenção: “Não é para fazer relatos, nem competir com outros programas desportivos”. Basicamente, tudo se vai cingir à divulgação e formação na área do futebol”.
Um dos pilares dessa divulgação seriam as múltiplas vertentes que vão “do dirigismo aos jogadores e treinadores passando, até, pelo próprio público”. Outro seria “a divulgação do serviço público levado a cabo por muitos associados da Federação junto das comunidades locais”, acrescentou.

Na óptica da FPF, “os eventos, as actualidades e o que se projecta eventualmente para o futuro” são excelentes motivos para programas.

“É o caso do Sub-21, em 2003, mais o Euro’2004, do Sub-17 em 2006 e, eventualmente, se a UEFA nos atribuir a organização do Europeu de Futsal em 2005, gostaríamos de os promover e divulgar”, referiu.

Sobre a produção de conteúdos, o vice-presidente confessou “não saber como torná-los realidade” mas “aguarda uma resposta do Executivo” a dar-lhe conta de como tudo se processará. “Nos primeiros tempos vamos precisar de meios humanos e materiais da RTP para colocar em prática as nossas ideias”.
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