É incontornável. Os Gato Fedorento são os grandes vencedores do ano em matéria de televisão. E contribuiram mesmo para levar a RTP ao segundo lugar das audiências. Desde que não haja futebol na concorrência, ‘Diz que é uma espécie de magazine’ lidera e suplanta sistematicamente os ‘reality show’ da SIC e da TVI.
Na rua, nos cafés, nos locais de trabalho, toda a gente cita as diversas rábulas que fizeram furor ao longo de 2007. No Youtube, os vídeos com o sketch representando Marcelo Rebelo de Sousa na campanha para o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) ultrapassaram um milhão de visualizações e apenas um dos vários que imitam o treinador do Sporting, Paulo Bento, foi visto mais de 850 mil vezes.
E isto sem contar com os inúmeros blogues anónimos que partilham com os internautas os clips por si escolhidos.
No auge da popularidade, e numa altura em que a RTP aposta neles para assegurar a emissão da passagem de ano, os Gato anunciam a sua retirada para 2008, aumentando assim as expectativas em torno do programa do ‘Réveillon’. Paulo Bento é um dos que prometem ficar atentos: “Muito provavelmente irei ver”, afirma o treinador. Em casa, no ecrã da televisão.
A ementa da ‘espécie de réveillon’ está ainda no segredo do deuses. José Diogo Quintela adianta apenas que a gala tem “cerca de duas horas, muito som, luz, cor, alegria, carinho, boa disposição... e má também!”. Menciona ainda que o grupo irá “abordar temáticas que estiveram sob o escrutínio do público” e que “será toda uma reflexão sobre os momentos mais marcantes”, sem contudo explicar se está a referir-se ao país ou ao próprio ‘Diz que é uma espécie...”.
Para trás fica um ano de caricaturas inesquecíveis, atingindo especialmente a classe política, mas também o mundo do futebol e do espectáculo, para além do povo anónimo, que a pontaria certeira de Ricardo Araújo Pereira ‘y sus muchachos’ sempre soube captar, já desde os tempos da SIC Radical.
O crítico de televisão Fernando Sobral chega a classificar o quarteto de humoristas como “a única oposição visível da nebulosa socrática que nos governa (mais que o PSD, mais do que o PP, mais do que o Bloco de Esquerda, mais do que o PCP)”.
O GOVERNO E OPOSIÇÃO
Curiosamente, ou talvez não, quando lhes é pedido um comentário sobre o trabalho desta ‘oposição’ humorística, a generalidade dos dirigentes políticos respondem com um ensurdecedor silêncio.
Nem governo, nem oposição aceitam dizer uma única palavra acerca da prestação do quarteto. De todo o espectro político, só o dirigente do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, aceitou o repto para garantir que costuma ver o programa: “Não perco nenhum”, declarou.
O líder do BE destaca entre as suas rábulas favoritas “a do Professor Marcelo e o sketch sobre os 3 % do défice”. Já sobre a possiblidade de o quarteto protagonizar actualmente a melhor oposição ao Governo, preferiu não se pronunciar: “Quanto a isso não faço comentários: Eles fazem bem o trabalho deles que é criar uma visão sobre a sociedade”. E da área política não vieram mais comentários, nem de ‘visados’, nem de ‘poupados’ ao humor acutilante dos ‘Gato’.
O FAIRPLAY
Mais fairplay demonstraram os treinadores de futebol Paulo Bento e Manuel Machado. Não só reconheceram ver com regularidade ‘Diz que é uma espécie de magazine’, como aceitaram com desportivismo o facto de terem sido alvo do humor dos ‘Gato’.
Paulo Bento admite inclusivamente que por vezes os amigos se “metem” com ele por causa da personagem interpretada por Ricardo Araújo Pereira. Quanto ao treinador do Sporting Clube de Braga, Manuel Machado, protagonista de um dos mais recentes ‘Tesourinhos Deprimentes’, achou “o episódio”, que viu no YouTube, “interessante e simpático” e considera que “quando se faz humor assim ninguém tem de ficar melindrado”.
O treinador, que foi apontado por José Diogo Quintela como autor de um discurso pouco simples, elege as caricaturas “do primeiro-ministro, do presidente da república” e do seu colega de profissão Paulo Bento como as suas favoritas e afirma que “a forma como têm sido abordadas estas personalidades tem sido, humoristicamente falando, interessante”. Contudo, Manuel Machado recusa dar aos quatro comediantes o papel de oposição política.
Mas se os treinadores de futebol vêem com sentido de humor o facto de serem parodiados pelos Gato Fedorento, já o seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, não vê. Nem com sentido de humor, nem sem ele.
Simplesmente não vê. Pelo menos, assim o garante o seu assessor, que justificou desta forma o facto de ‘Felipão’ se escusar a comentar a sua ‘personagem’ encarnada por Ricardo Araújo Pereira.
Marcelo Rebelo de Sousa é, inquestionavelmente, uma das figuras mais populares do programa que se segue ao seu, ao domingo à noite na RTP 1. É precisamente por estar a desmaquilhar-se quando os ‘Gato’ vão para o ar que tem dificuldade em vê-los. Mas “sempre que posso gravo”, referiu à Correio TV.
Quanto ao que pensa deles, “ficou claro” quando, em ‘As Escolhas de Marcelo’ teve “a ocasião de os escolher como o fenónemo mediático do ano em Portugal”. O professor salienta que o quarteto representa “uma realidade nova de excepcional qualidade” e afirma mesmo que o episódio em que foi parodiado marcou um ponto de viragem na carreira dos humoristas: “O meu sketch contribuiu, de alguma maneira, para o seu sucesso, já que eles estavam ainda numa rampa de lançamento na altura em que ele foi para o ar. Claro que a seguir houve outros tão bons ou melhores, mas houve, claramente, uma fase antes do sketch e uma fase depois do sketch”.
Já no que diz respeito à oposição política que os Gato Fedorento representariam melhor que ninguém, o professor Marcelo tem as suas dúvidas e sublinha que “eles optaram pela descontinuidade ao longo do ano, acabando por só intervir durante cinco ou seis meses”. Acrescenta que “eles são muito independentes”, apesar de negar que o quarteto de humoristas tenha uma intervenção pública ‘de oposição’.
Contudo, o comentador não deixa de sublinhar que a rábula ‘Marcelo’ “foi de longe a mais eficiente intervenção pública a favor do sim” na altura da campanha sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, o que acaba indiscutivelmente por constituir uma forma de intervenção política.
FRANCISCO RUI CÁDIMA
Para o professor universitário Francisco Rui Cádima, “a grande lufada de ar fresco” que os Gato Fedorento representam “é a forma desassombrada como tratam a política portuguesa e esta é tanto mais inovadora e frontal quanto no resto do panorama público temos muito pouco debate e muito pouca crítica.
E aquela que temos está muito institucionalizada”. Apesar de reconhecer que não gosta de tudo o que eles fazem, o professor considera que os humoristas “acabam por ser eles próprios, pela observação cirúrgica que fazem de toda a nossa realidade, uma espécie de críticos televisivos do melhor que temos - sem desprimor para os outros, claro!”.
Rui Cádima refere também que os ‘Gato’ “têm impacto quer entre os intelectuais quer entre os meios mais populares” e que “ainda se destacam mais por falta de mérito do próprio campo dos media, que têm sido muito cinzentos, sorumbáticos. Os Gato Fedorento não têm praticamente oposição, nem no humor, nem nos media”, afirma o especialista.
EDUARDO CINTRA TORRES
Também o crítico de televisão Eduardo Cintra Torres é de opinião que o quarteto não tem concorrência, apesar de ele próprio ser fã de ‘Vai tudo abaixo’ e dos ‘Homens da Luta’, os programas humorísticos de Jel na SIC Radical. Mesmo assim o jornalista viu “praticamente” todas as emissões de ‘Diz que é uma espécie...’ mas confessa que “preferia o outro registo” (séries ‘Fonseca’, Meireles’ e ‘Lopes da Silva’).
Admite, porém, que “eles conseguiram (neste programa) fazer uma série de sketches extremamente corrosivos”. O crítico destaca as rábulas “do primeiro-ministro, do Marcelo e também do Paulo Portas” e salienta o facto de os ‘Gato’ terem tido “coragem para fazerem sketches inclusivamente contra a própria RTP!”
Quanto ao anúncio da próxima retirada do grupo, Cintra Torres é peremptório: “Acho muito bem que eles façam um ano sabático, até para regressarem com qualidade reforçada. Vê-se o cansaço do modelo e deles próprios”. Embora não vá ver a emissão de fim-de-ano, o crítico não tenciona gravá-la porque tem “a certeza que a RTP vai repeti-la várias vezes”.
NO PRÓXIMO DIA 31
É já segunda-feira à noite que os Gato Fedorento se despedem, juntamente com o seu público, do ano em que ajudaram a RTP a conquistar o segundo lugar nas audiências, mas também dos telespectadores até meados de 2008. Pelo menos é o que prometem.
Diz José Diogo Quintela que “é uma saída de 2007 ou em grande ou em enorme!”. Com o regresso de Nuno Santos à SIC, no lugar de Director de Programas, ficam também no ar algumas interrogações sobre a permanência dos ‘Gato’ na estação pública após o descanso. Irão também eles regressar à estação de Carnaxide? Cintra Torres prefere não fazer futurologia: “Não sou bruxo”, exclama. Já Francisco Rui Cádima não hesitaria: “Se eu fosse o Nuno Santos já lhes teria feito o convite!”
JOE BERARDO: "ACHO ELES FANTÁSTICOS"
“Acho eles fantásticos” exclamou imediatamente o empresário madeirense Joe Berardo com o seu sotaque característico quando questionado sobre os ‘Gato’. O protagonista da rábula sobre o ‘minicaixotinho’ achou “imensa piada” e recorda que os humoristas “já actuaram numa festa na Bacalhôa antes mesmo de serem famosos!”
PAULO BENTO: "OS GATO TÊM GRANDE QUALIDADE"
O treinador do Sporting é sem sombra de dúvidas um dos ‘líderes de audiências’ do YouTube. A primeira caricatura de Paulo Bento feita por Ricardo Araújo Pereira foi vista mais de 850 mil vezes no canal de vídeos da internet. O ‘visado’ garante gostar do quarteto e considerar que têm “grande qualidade”. “Vejo quando posso”, referiu. “É normal irem à procura de pessoas para caricaturizarem e, até no meu caso, é normal terem-no feito e não é ofensivo”, afirmou ao Correio TV o treinador, com a ‘tranquilidade’ que o caracteriza.
LÍDERES DE AUDIÊNCIA
O programa mais visto foi o de 4 de Fevereiro, que se iniciou com a rábula ‘Quem quer ser explorado’ e parodiou também o antigo presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues.
DIZ QUE SÃO UMA ESPÉCIE DE FAMOSOS
'FLORISSECA': “Não vi a minha imitação de Flor por falta de tempo”, disse Luciana Abreu, protagonista de ‘Floribella’, “mas, pelo que as pessoas dizem, é de facto engraçado”.
A 'SUPER' MARIZA: A fadista não viu a emissão em que foi parodiada mas acha os ‘Gato’ “superinteressantes e de grande qualidade”, afirma o seu marido e empresário João Pedro Ruela.
MARCELO NO YOU TUBE: Com mais de um milhão de visualizações no YouTube, é a rábula mais popular. O próprio considera que contribuiu “de alguma maneira para o seu sucesso” (dos Gato Fedorento).
AS MELHORES CARICATURAS
Nem Sócrates, nem Scolari. O primeiro-ministro e o seleccionador nacional optam por não comentar as rábulas em que foram satirizados pelos Gato Fedorento. José Sócrates é contudo uma das caricaturas mais populares de Ricardo Araújo Pereira. Para o crítico de televisão Fernando Sobral, o quarteto de humoristas é “a verdadeira dor de cabeça” do chefe do governo. Quanto a Luiz Felipe Scolari, mandou recado pelo seu assessor, afirmando que “não tem o hábito de ver o referido programa, pelo que não quer fazer qualquer comentário”. Saberá o seleccionador nacional que foi escolhido para o spot promocional da emissão de fim-de- ano?
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