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Correio da Manhã

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Gesto de boa vontade não demove Maria Vieira

Herman José lamenta que o destaque que iria dar à personagem de Maria Vieira no ‘Hora H’ não tenha sido suficiente para “demover a sua tristeza e a sua angústia”. Era “um gesto de boa vontade”, diz o humorista, que não evitou a saída da actriz, a qual o fez, afirma, por “desrespeito e humilhação”.
23 de Março de 2007 às 00:00
Herman José reconhece que o programa “tem um tipo de universo que não se encaixa com a maior parte dos maravilhosos ‘tipões’ a que a Maria nos habituou. Tinha falado com a equipa de autores e começámos a fazer mudanças. Tirei dois papéis de outros actores e redistribui-os à Maria, e, no nono episódio, a sua personagem começava a experimentar as emoções da ‘verticalidade’. Mas pelos vistos este gesto de boa vontade não chegou para a demover da sua tristeza e da sua angústia”, referiu o humorista ao CM, lembrando que este tipo de actividade artística “não se compadece com engulhos. Não basta o dinheiro, tem de haver paixão, e essa estava, há muito, arredada por parte da Maria em relação a este projecto. Mea culpa!”
Herman recorda que a actriz foi falar com ele “há pouco mais de uma semana, confessando o descontentamento com o seu trabalho. A ‘Dona Coisinha’ foi encomenda minha, inspirada nas profissionais da doença. Pessoalmente achei a maior piada à personagem, mas dei razão à Maria por achar que a fórmula se tinha esgotado. Também lhe dei razão por lhe ser distribuído tão pouco trabalho”, frisa o também director-geral de ‘Hora H’.
“Pela primeira vez na minha vida, abandonei um projecto. Quem me conhece sabe que sou incapaz de pactuar com as injustiças e a falsidade. Considero-me uma mulher vertical e assim hei-de continuar até ao fim da minha vida”, diz a intérprete de ‘Dona Coisinha” ao nosso jornal. “Só o desrespeito e a humilhação me levaram a tomar uma atitude tão drástica”, enfatiza.
Maria Vieira refere-nos que “no nono episódio a minha personagem continuava deitada e o Herman, mais uma vez, teve de voltar a alterar a distribuição das personagens, para me conceder uma maior participação, o que, naturalmente, me deixava pouco confortável em relação aos meus colegas, apesar da compreensão de todos”, refere a actriz.
No início, Maria Vieira confessa ter manifestado “efusivamente o meu agrado após a estreia do programa. No entanto, com o passar dos episódios, quer eu quer o Herman chegámos à conclusão de que a personagem era muito limitada e começava a perder o sentido”.
A actriz gostaria ainda de realçar “uma outra falsidade tristemente comunicada pelo Herman José a um órgão de comunicação, onde afirma que eu já uma vez havia abandonado um projecto seu, no caso ‘Humor de Perdição’, (1987) para participar no ‘Big Show SIC’ (1995). Mais uma vez lamento este estranho equívoco da parte de alguém que eu me habituei a admirar e a respeitar ao longo de tantos anos”.
A FRACA AUDIÊNCIA
‘Hora H’ tem fracas audiências. No dia 18, o programa não se classificou no top 20. Francisco Penim, director de Programas da SIC, diz que “o ‘Hora H’ está a fazer o seu percurso e a minha confiança nas capacidades do Herman são muito grandes.
"Estamos apostados em fazer mais e melhor”. Já o humorista refere que “não podem esperar que os nossos 45 minutos invertam a situação herdada desde as 21h00, em que a SICé literalmente ‘esmagada’ pelo tristíssimo e indigente talk show da TVI”.
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