Gestores da dona da Newshold com milhares de cargos

Os gestores da Pineview Overseas SA, que detém 91,25% da Newshold, empresa interessada na compra ou concessão da RTP, ocupam os mesmos cargos em milhares de outras empresas com sede no offshore do Panamá, noticia nesta quarta-feira o ‘Público’.
19.12.12
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Gestores da dona da Newshold com milhares de cargos
Newshold emitiu um comunicado a anunciar o seu interesse na RTP, e no qual criticava quem acusava a empresa de não divulgar a identidade dos verdadeiros proprietários Foto Pedro Elias/Jornal de Negócios

Edgardo E. Diaz, Fernando A. Gil e Maria Vallarino A são os gestores atribuídos à Pineview Overseas SA. Contudo, estes não serão os accionistas da Pineview nem da Newshold. Os três gestores, diz ainda o jornal, trabalham na firma de advogados especialistas em offshores em todo o mundo, a Aleman Cordero Galindo & Lee, conhecida como Alcogal.

De recordar que na quinta-feira, a Newshold emitiu um comunicado a anunciar o seu interesse na RTP, e no qual criticava quem acusava a empresa de não divulgar a identidade dos verdadeiros proprietários, tendo por isso revelado que os seus accionistas têm dupla nacionalidade: Angolana e portuguesa.

Mário Ramires, presidente executivo da Newshold, e Sílvio Alves Madaleno, presidente do conselho de administração, são quem assina esse documento.

Contudo, na sexta-feira, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pediu à Newshold que divulgasse publicamente quem são os seus accionistas directos e indirectos, ou seja, escreve o ‘Público’, os verdadeiros proprietários da Pineview Oversea, registada no Panamá em 2007, com um capital social de 10 mil dólares, dois anos antes do registo da Newshold em Portugal.

O diário da Sonaecom refere ainda que Fernando A. Gil, um dos gestores da Pineview, aparece, numa base de dados do portal do governo daquele país, associado a quase 12 mil empresas. Além disso, conseguiu confirmar a presença de Fernando A. Gil em, pelo menos, 50 empresas, na maioria das vezes associado a Edgardo Diaz e a Maria Vallarino.

Diz ainda que ter ‘fiducionários’ em cargos de gestão – ou seja, alguém que aparece no papel em vez dos verdadeiros gestores – é uma prática comum em paraísos fiscais.

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