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Correio da Manhã

Tv Media
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‘GOSTO DA ANA PARA MULHER’

Marcantonio Del Carlo estava convencido de que o seu personagem era viúvo. Quanto ao futuro de ‘João Pedro’, que também desconhece, acha que deve ser decidido pelo público.
26 de Abril de 2003 às 17:38
Carmo tenta retirar a João Pedro a guarida dos filhos
Carmo tenta retirar a João Pedro a guarida dos filhos FOTO: TVI
O actor italiano Marcantonio Del Carlo soube pela amiga de longa data Ana Nave, que era ela que iria fazer de sua mulher em “Saber Amar” (TVI), ou melhor, mulher do seu personagem, o empresário “João Pedro”, figura crucial desta telenovela campeã de audiências. “Eu não fazia ideia de que ia ter uma mulher, porque, no início, fazia de viúvo. Quando a Ana me contou que seria a ‘Carmo’, achei giro! Gosto que ela seja a mulher do ‘João Pedro’”, confessa.
“Eu e a Ana Nave começámos praticamente juntos no teatro. Há quase 15 anos que somos colegas”, afirma. O intérprete não gosta de saber muito sobre o passado ou o futuro dos seus personagens. Prefere o factor surpresa, aquilo que o autor da narrativa vai revelando à medida que entrega os textos dos episódios para que as gravações prossigam. Sobre “João Pedro” e “Carmo” pode confirmar, no entanto, que o casal já não estava bem antes de a mulher ter desaparecido. Tanto assim era que, nessa fase, ele anunciara-lhe que se pretendia divorciar, e que, agora, com o seu reaparecimento, “a guarda dos filhos por parte dele está ameaçada.”
CONFLITO ABERTO
A história encaminha-se para o conflito aberto no seio deste casal. “Carmo” vai fazer pressão para reaver os filhos e retirar ao marido o poder paternal. Ao mesmo tempo, o grande amor de “João Pedro”, “Diana” (Leonor Seixas), sente a sua relação tremida, e afasta-se. O empresário sente-se encurralado e acabará por fugir com “Diana”, levando os filhos com ele. Marcantonio Del Carlo afirma ser “muito instintivo” no seu trabalho. Começa por pegar nos personagens, tal como o autor os dá, tentando, depois, conhecer a reacção do público para os moldar. Não sabe se gostaria que “João Pedro” ficasse com “Diana” no final da telenovela, preferindo, que seja o público a escolher o seu destino.
”A TV NÃO TEM DE FORMAR”
“A televisão que eu defendo é entretenimento e informação. Torço muito o nariz quando se quer fazer da TV um elemento formador, embora admita que a mesma possa informar ou desinformar”, considera Del Carlo. Para ele, uma telenovela é um género que “deve entreter e fazer sonhar o telespectador. E, quem não gostar, pode, simplesmente, não ver.”
A BARRIGA E A ALMA
Experiente nas artes teatrais, Marcantonio Del Carlo lamenta que se estejam a fechar teatros em Portugal. E atribui isso ao facto de, para o Estado, o artista ser “incómodo”. “Ir ao teatro não enche a barriga, mas enche a alma. O público quer ver o trabalho dos actores, encenadores, cenógrafos e dramaturgos, ou seja, a arte”, afirma.
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