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GOVERNO QUER MODELO EMPRESARIAL

O Governo português deverá apresentar ainda este mês a reforma da comunicação social regional, que, em termos gerais, passa pela implementação de "um modelo empresarial", como explicou o Secretário de Estado Adjunto do ministro da Presidência, Feliciano Barreiras Duarte.
9 de Outubro de 2003 às 00:00
Existem 900 jornais regionais
Existem 900 jornais regionais FOTO: cm
Modelo esse que passa "por o Estado continuar a estar presente no sector, mas, acima de tudo, como uma parte que é reguladora e que promove o mérito, o profissionalismo e a qualificação do sector", acrescentou Barreiras Duarte, acusando o modelo actual de "amador e proteccionista".
O Governo pretende que o novo modelo "comece a dar os seus principais sinais" dentro de três/quatro anos.
No diploma - que incidirá sobre 900 jornais e 354 rádios - a apresentar, o Governo vai procurar "esclarecer o que deve ser considerado imprensa regional e local", "incentivar as parcerias estratégicas" e fazer uma "campanha de promoção de leitura da imprensa regional".
"Vamos, ao mesmo tempo, rever um conjunto de incentivos que actualmente existem, nomeadamente matérias referentes ao controlo de tiragens e ao porte pago", disse.
Segundo Feliciano Barreiras Duarte, o Estado gastou nos últimos dez anos 40 milhões de contos no porte pago para a imprensa regional, que, "infelizmente, nos últimos anos não cumpriu o seu papel". Barreiras Duarte referiu que, apesar do dinheiro gasto nas 600 publicações abrangidas, "os índices de leitura baixaram e o que aumentou foi o número de títulos".
O Secretário de Estado revelou ainda que, após esta reforma, o Governo pretende estudar "o sistema de criação de jornais".
Entretanto, ontem foi apresentado um estudo sobre o sector que mostra que um em cada dois portugueses lê jornais regionais, com destaque para as publicações semanais.
De acordo com o estudo, 50,9 por cento dos leitores conhece e lê jornais regionais. Número um pouco distante dos adeptos dos títulos nacionais, 64,7 por cento.
Os semanários são os títulos regionais preferidos pelos que lêem jornais locais (9,1 por cento).
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