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Correio da Manhã

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Governo recusa adiar ‘apagão’

O ministro dos Assuntos Parlamentares assegurou ontem no Parlamento que os prazos de implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) vão ser cumpridos, apesar de a oposição alertar para a possibilidade de milhares ficarem sem televisão.
6 de Janeiro de 2012 às 01:00
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas FOTO: Pedro Catarino

"Esta não é uma matéria de combate político", alertou Miguel Relvas. No final do discurso, e em jeito de provocação, o ministro convidou os líderes parlamentares a assistirem ao ‘apagão’ (transição do sinal analógico para o digital), no dia 12.

Entretanto, a Deco diz ter recebido cerca 80 reclamações relacionadas com a fraca qualidade do sinal digital. "O adiamento só por si não basta. De-ve haver uma reforma do processo, com uma maior oferta de canais e um reforço da subsidiação", disse ao CM Tito Rodrigues, da Deco.

Já Amado da Silva, presidente do Regulador, desvalorizou as polémicas e alertou para as implicações financeiras de um adiamento, já que o espectro radioeléctrico já foi a leilão.

Hoje, a comissão de trabalhadores da RTP entrega no Ministério Público uma queixa sobre o modo de implementação da TDT a solicitar que sejam adoptados "procedimentos adequados e necessários à tutela dos interesses dos consumidores."

Ontem, a PT anunciou que vai aumentar para 37 euros a comparticipação na aquisição de descodificadores para quem receber o sinal por satélite, fixando em 40 euros o custo total. Ao CM, a PT não revela quantos pedidos de subsídio já recebeu ou quantos foram aceites.

TDT MIGUEL RELVAS SINAL ANALÓGICO
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