Embora prefira encarnar personagens rurais, o carácter descontraído e a imagem informal de “Clara” seduziram a actriz. À medida que foi conhecendo o desenvolver da narrativa, ficou admirada com as semelhanças.
Quando recebeu a proposta para fazer de advogada “Clara” em “Coração de Estudante”, Helena Ranaldi ficou apreensiva. “Nunca fora a um tribunal e desconhecia esse meio. Mas, quando soube que ela tinha um visual despojado, foi um alívio”, revela. De facto, Helena sente fascínio pelas personagens rurais. “Gosto de mulheres urbanas e sensuais, mas me sinto mais à vontade com personagens do mato, bem livres”, confessa.
Para compor a personagem desta telenovela a actriz, de 35 anos de idade, assistiu a várias audiências no Rio de Janeiro. “Lá percebi que existem advogadas de todos os tipos: jovens, conservadoras e despachadas. Foi muito mais fácil para mim”, afirma. A actriz acrescenta que a primeira analogia que encontrou entre si própria e a personagem foi o facto de ambas serem “desportivas e descontraídas em relação à vida” e ambas gostarem de correr e fazer uma vida saudável. Mais tarde, descobriu ainda outras semelhanças com “Clara”. “Acho a ‘Clara’ bem parecida comigo no jeito de lidar com as pessoas. É difícil eu não me dar bem com alguém. Ela se relaciona bem com o mundo e é amorosa. Eu tenho isso dela. Sou uma pessoa bem relaxada em relação à vida, gosto de estar sempre em contacto com a natureza. Ajudo as pessoas que trabalham comigo, vivo dando coisas”, diz.
O enredo escrito por Manuel Jacobina, que assim faz a sua estreia como autor de telenovelas, também agrada muito a Helena Ranaldi. “A trama e os personagens são interessantes. (…). A função social que ele (Emanuel Jacobina) dá aos personagens é muito importante. A ‘Clara’, por exemplo, além de ser totalmente engajada como cidadã, ajudando as comunidades carentes, se envolve num movimento ecológico. É bacana poder mostrar tudo isso na TV”, afirma a intérprete.
Embora ao longo da sua carreira tenha tido participações regulares em telenovelas, Helena Ranaldi só obteve a primeira protagonista nesta telenovela. Estreou-se na TV aos 23 anos, interpretando “Stefânia” na telenovela “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, na extinta Rede Manchete, em 1991. Participou em várias telenovelas que foram exibidas em Portugal, entre as quais “Presença da Anita” (SIC, 2001), uma realização do seu marido, Ricardo Waddington, com o qual, aliás, tem trabalhado amiúde nos últimos sete anos.
Explicações em directo
- Helena Ranaldi é uma mulher esbelta e elegantíssima. “Como de tudo e bem, mas não deixo de fazer exercícios, senão fico caída, mole.”
- A formação académica da actriz é em Educação Física, com curso tirado na Universidade de Oseq (São Paulo). “Acabei fazendo Educação Física porque tinha algumas amigas que faziam, e a universidade tinha um grande espaço ao ar livre que me seduziu.”
- Enquanto estudante, trabalhou na empresa do pai. “Comecei a trabalhar lá muito novinha, com apenas 14 anos. Era uma espécie de estagiária de ‘marketing’.”
- Apesar do curso, não seguiu carreira na Educação Física. “Logo no meio da faculdade eu já comecei a trabalhar como modelo. Nunca cheguei a trabalhar com Educação Física. Acho que seria infeliz se trabalhasse com isso.”
- A intimidade com as câmaras nos estúdios foi o estímulo para se aperceber da sua verdadeira vocação — actriz. “Fui para São Paulo fazer um curso com o Antunes Filho e me encontrei.”
Embora mesmo no Brasil poucos se recordem, Helena Ranaldi chegou a apresentar o programa de informação “Fantástico”, que em Portugal podemos ver no GNT (TV por cabo), ao lado do jornalista Pedro Bial. Foi em 1996. “Gostei muito, mas recusei a proposta quando me convidaram. Depois, fui convencida pela direcção de jornalismo da emissora”, lembra. Aquela direcção escolheu-a precisamente porque era actriz — pretendiam alguém que não encarasse de uma forma jornalística as reportagens apresentadas.
Com medo da repercussão que o trabalho no “Fantástico” poderia ter sobre a sua carreira, Helena admite que ficava nervosa todos os domingos, quando o programa ia para o ar. “Era uma adrenalina absurda, mas gostosa”, conta. Desde miúda que sempre assistira ao ‘Fantástico’. “Mas nunca me imaginei lá”, garante.
A maior dificuldade da intérprete foi participar sem estar na pele de uma personagem para fazer a apresentação. “No fundo isso combateu minha excessiva timidez”, diz. Ainda hoje, Helena fica aterrada quando tem de enfrentar o público sem estar sob a capa protectora de uma personagem, como acontece em relação a programas como “Domigão do Faustão”, que também podemos ver no GNT.
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