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HUGO: SENTI-ME INJUSTIÇADO PELO JÚRI

Hugo, ex-concorrente da “Operação Triunfo”, diz que não quer “bater mais no ceguinho”, mas não esconde a mágoa pela nomeação do júri que levou à sua saída da escola. Diz que há muitas coisas que não são levadas em conta, mas agora quer apenas tirar partido do muito que aprendeu e que lhe dá “outro prazer a cantar”.
27 de Abril de 2003 às 00:00
Correio da Manhã – Como está a saborear a vida fora da "Operação Triunfo"?
Hugo – Não descansei o suficiente. Ainda não percebi o que se passa cá fora, porque não falei com a pessoa certa, que é a Paula Moura (Gestmusic), mas está para breve.
– Também vai falar do seu contrato? O Rodrigo contesta-o...
– Não quero falar sobre esses assuntos. Isso é da responsabilidade da Gestmusic.
– Já teve alguma surpresa?
– No “site”, por exemplo, tive mais contacto com a realidade de admiradores e, quando digo admiradores, é no sentido de gostarem da nossa voz, do que nós fazemos, das emoções que deitamos cá para fora quando cantamos. É muito positivo porque podemos acreditar que é possível fazer uma carreira. De negativo não tenho muito a apontar, a não ser o facto de me ter sentido injustiçado na última nomeação, mas também não quero estar sempre a bater no ceguinho.
– O que sentiu quando ouviu o seu nome para sair?
– Como me sentia injustiçado com a nomeação, a partir desse momento a minha vontade era sair. Não tenho pejo nenhum em dizê-lo. Na saída fiquei muito bem-disposto, ninguém estava à espera da minha reacção. Só poucas pessoas sabiam que eu queria sair. Mesmo quando fiquei nomeado com a Flora e o Manuel para ficar, estava calmíssimo. Se isso acontecesse era novamente nomeado e eu não quero ser nenhum mártir. Sempre disse que concordava em parte com o júri, mas não nesta última vez. Acho que há muita coisa que não é tida em conta. Mas não se fala mais disso.
– Que balanço faz da sua passagem pela "Operação Triunfo"?
– Ganhei muita coisa, amigos, contacto com os professores, conheci muita gente. Nem que eu tivesse ido para a casa só para fazer amizades, já tinha sido bom. Obviamente, não foi só isso. Tenho outra confiança como artista, sinto um prazer diferente, muito superior, a cantar. Há um conjunto de factores que me levam a ter adorado a 'OT'. Estamos dentro de um projecto com pernas para andar, vamos ver até onde.
– Muitas vezes lhe disseram para se soltar...
– Fui sempre eu próprio. O que acontecia é que só passaram imagens das aulas onde eu não brincava muito, porque sempre quis tirar o proveito máximo. Se calhar por isso passou uma imagem diferente de mim.
– Alguma coisa o fez ‘passar’ lá dentro?
– Tive algumas dificuldades com duas músicas, com as quais não fui nomeado, mas a situação foi complicada até correr bem. Logo a seguir, fico com o 'Se Te Amo', que foi para me deitar abaixo, a mim e à Sandra. Ninguém gostava da música, colegas e professores. A partir daí, seguiram-se músicas que, sinceramente,não ajudaram em nada. Entretanto, lá apareceu 'Your Song'. Se calhar porque achavam que eu ia sair e quiseram dar-me um brinde. Mas não quero falar disso.
– Qual o tema que mais gostou de interpretar?
– 'Your Song' tem um significado especial. Foi uma música que cantei muitas vezes sozinho. Sempre gostei de Elton John e a música diz-me muito. É tão simples e directa, com uma letra fantástica. É uma música que não mostra potencial vocal, mas que tem sentimento. Depois, o 'Isn't She Lovely' foi mais para mostrar as qualidades vocais.
– Nesse tema surprendeu ao sair do palco e chamar uma rapariga para dançar.
– Apeteceu-me. Não estavam à espera. Ouvir sempre 'solta-te', 'solta-te', 'solta-te' deu-me vontade de fazer alguma coisa diferente. Sou assim, até me senti bastante natural a fazer aquilo. Sou da opinião que, quando há inexperência, temos que nos habituar a certas coisas durante uma música, como são a afinação, a postura. Depois, sai tudo com mais naturalidade. No fundo, é tudo uma questão de experiência para encher melhor o ramalhete.
– Tem preferidos?
– É difícil dizer. Em relação aos rapazes, por exemplo, o David e o Filipe Gonçalves são os meus favoritos. O Filipe tem um timbre único e tem uma facilidade em interpretar novos temas, dança muito bem, tem um 'clic'. O David tem mais experiência, tem um grande à-vontade, transforma-se no palco. Nas raparigas, a Joana e a Rosete são as que talvez tenham mais potencial. O meu favorito e o do público é o Filipe Gonçalves. Há muita gente que quer trabalhar com ele e o júri sabe disso.
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