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Correio da Manhã

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'IDOLOMANIA' ATACA O MUNDO

Até já há quem lhe chame 'idolomania'. Tudo porque o grande sucesso alcançado pelo programa 'Ídolos' assemelha-se a uma 'febre' que ataca implacavelmente países dos quatro cantos do Mundo.
1 de Outubro de 2003 às 00:00
 'Ídolos' conseguiu derrotar todos os formatos televisivos do género
'Ídolos' conseguiu derrotar todos os formatos televisivos do género
O fenómeno começou em Inglaterra, onde o 'pai' do programa, Simon Fuller, juntamente com a produtora 19 Management, imaginou e deu vida a 'Pop Idol'. O concurso estreou-se no final de 2001 e bateu todos os recordes de audiências. Além disso, a dinâmica do concurso captou o interesse da indústria discográfica, que absorveu os vencedores e transformou-os em verdadeiras estrelas à escala mundial. A 'lotaria' saiu a Will Young, vencedor com 8,7 milhões de televotos.
Desde então, o jovem de 24 anos editou o tema 'Evergreen', uma versão da 'boys band' irlandesa Westlife, que se tornou no single que mais rapidamente vendeu em toda a história da música britânica, com uma média de 1,1 milhões de cópias comercializadas só na semana de lançamento. Em 2002, Young editou o seu álbum de estreia, 'From Now On', graças ao qual conquistou um prémio Brit para Artista Revelação do Ano.
A pouco e pouco, o resto do Mundo foi seguindo o exemplo britânico. 'Ídolos' revelou-se uma fórmula com êxito garantido tanto para os media como para a indústria discográfica.
Na África do Sul, foi transmitido em 2002 e teve como vencedor Heinz Winckler, um estudante de Direito de 24 anos, cujo primeiro single chegou ao disco de platina. A grande final atingiu os 53 por cento de 'share'.
ATAQUE AOS TOPS
O vencedor holandês do concurso, Jamai Lomam, de apenas 16 anos, entrou directamente para o primeiro lugar do top com o single 'Step Right Up', tendo sido posteriormente destronado pelo segundo classificado do programa, Jim Bakkum. Mais de um terço da população viu a final, dando ao programa a maior audiência de sempre da televisão holandesa.
Na Bélgica, o programa teve início em Janeiro deste ano e consagrou como vencedor o construtor civil Peter Evrard, de 28 anos, numa final que teve um 'share' de 75,2 por cento. O primeiro disco de Peter, 'For You' atingiu o primeiro lugar do top nacional belga.
A 'idolomania' também já contagiou o mundo árabe. O programa foi transmitido da Líbia para quase todos os países árabes. As audições realizaram-se na Síria, Líbano, Dubai, Egipto, Bharein e Koweit. A final, com direito a tapete vermelho e muitas celebridades na plateia, teve lugar em Beirute, no passado mês de Agosto. A vencedora foi Diana Karazoun, de 20 anos, natural da Jordânia. Os segundo e terceiro lugares foram atribuídos a concorrentes da Síria e Líbano, respectivamente.
Do outro lado do Mundo, concretamente na Austrália, o concurso estreou em Julho, tendo a primeira emissão alcançado um 'share' de 38,3 por cento. A final terá lugar na famosa Ópera de Sydney, ainda este ano.
CONCURSO TAMBÉM É LÍDER EM PORTUGAL
No nosso País, 'Ídolos' (SIC) está, por enquanto, a seguir a tendência internacional, conseguindo igualmente excelentes audiências.
Na passada semana, a emissão especial de 'Ídolos', que foi para o ar na sexta-feira, foi o programa mais visto da televisão portuguesa, com um 'share' de 36 por cento e mais de um milhão de telespectadores. Mas a avaliar pelos índices de popularidade do programa, os valores deverão subir na fase final do concurso, emitida a partir de 3 de Outubro, e na qual os telespectadores poderão votar nos seus favoritos.
O programa, apresentado por Sílvia Alberto e Pedro Granger, lidera a tabela de audiências praticamente desde a estreia, na primeira semana de Setembro, o que juntamente com o segundo lugar da tabela de audiências obtido pelo 'Jornal da Noite', com 33 por cento de 'share', confere a liderança à SIC, que assim destronou a TVI.
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