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Correio da Manhã

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Igreja quer comunicar

A relação entre a Igreja e a Comunicação Social precisa de mediadores especializados que ajudem a difundir a mensagem cristã de forma "sintética, precisa e profissional", defendeu ontem o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, no encerramento das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, em Fátima.
12 de Setembro de 2009 às 00:30
D. Manuel Clemente, Sílvia Reis e Octávio Ribeiro
D. Manuel Clemente, Sílvia Reis e Octávio Ribeiro FOTO: Rui Miguel Pedrosa

"Para se falar de Igreja é preciso estar muito preenchido de Igreja, da sua cultura", disse o prelado, explicando que as dioceses devem encontrar pessoas que façam a ponte entre a instituição e a Comunicação Social com profissionalismo. "Não basta a boa vontade e o voluntariado", alertou.

A ‘receita’ para o bom desempenho de um porta-voz da Igreja foi dada por Júlio Magalhães, o novo director de Informação da TVI. "É preciso perceber muito bem a mensagem que a hierarquia quer passar, concentrar-se em duas ou três mensagens e evitar as meias verdades", aconselhou o jornalista. Já Octávio Ribeiro, director do CM, destacou a riqueza da pluralidade de opiniões entre os bispos portugueses, mas lamentou o facto de a Igreja não ocupar "o espaço comunicacional que lhe cabe".

António Cunha Vaz, da agência de comunicação Cunha Vaz&Associados, aconselhou os bispos a fazerem estudos para "saber quais as ânsias de comunicação das populações".

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