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JOÃO BAIÃO: OS DIRECTOS ESPICAÇAM-ME

No próximo dia 22, João Baião estreia na SIC o novo programa ‘A Culpa é do Macaco’, um concurso que promete ser a grande aposta do Verão. Actualmente, diverte-se em ‘Campeões Nacionais’, sempre entre os mais vistos de sábado, e aguarda o seu regresso aos palcos.
8 de Julho de 2003 às 00:00
Em  A Culpa é do Macaco, João Baião estreia-se na apresentação de um novo formato, que testa a inteligência de grupos
Em A Culpa é do Macaco, João Baião estreia-se na apresentação de um novo formato, que testa a inteligência de grupos FOTO: Jorge Godinho
Correio da Manhã - No dia 22, vamos vê-lo em dose dupla na SIC quando estrear "A Culpa é do Macaco".
João Baião – É um programa diferente de 'Campeões Nacionais'. É em directo e os directos espicaçam--me. Vamos apelar à defesa das regiões, das tribos, das classes. É uma brincadeira que puxa mais à nossa natural defesa, porque defendemos muito ou o nosso bairro, o nosso clube, a nossa condição. Se isso aparece constantemente na vida real porque não fazer um concurso?
– O que o levou a aceitar este novo desafio?
– É mais uma forma de comunicar. Este concurso é uma experiência que eu ainda não tinha tido. É óptimo poder estar no meio de duas equipas, com 25 participantes cada. Cada equipa tem um convidado VIP que tem a ver com o grupo: se é de louras, de cabeludos. O directo também me alicia bastante e são 90 minutos com provas engraçadas. Apetece-me imenso. Obviamente que estou sempre inseguro e com medo, mas são coisas inerentes à nossa profissão. E o que é que o macaco tem a ver com isto? Em situações muito diversas e às vezes sem dar por isso, acabamos por não nos afastarmos muito do princípio, dos primatas. No salve-se quem puder acabamos por ter atitudes em que não se nota muito a evolução dos tempos e isso é engraçado. No fundo, andamos cá a fazer a mesma coisa que os macacos.
– Manuel Fonseca, da direcção de programas da SIC, disse que esta era a grande aposta para o Verão e que poderia prolongar-se até ao final do ano...
– Quando qualquer estação estreia uma cara ou um produto, é sempre a grande aposta. Essas coisas das grandes apostas assustam-me um bocadinho, porque tenho a plena consciência da conjuntura actual da televisão e às vezes as audiências não têm muito a ver com o formato do programa, nem com a qualidade. Tem a ver com muitos factores que nem os próprios entendidos seriam capazes de explicar. Que é sempre uma grande aposta, é, e eu aposto sempre naquilo que faço.
– E se se prolongar até ao final do ano, vai complicar-lhe a vida?
– Se se prolongar, olhe, tenho contrato com a SIC até ao próximo ano. Desde que o público goste do programa e do meu trabalho, fabuloso.
– "A Culpa é do Macaco" pode ser o rival do "Big Brother", da TVI, visto que é transmitido às terças-feiras à noite? Teme a concorrência?
– É verdade. O 'Big Brother' é uma proposta e 'A Culpa é do Macaco' é outra. São distintas. Não temo nada, o público é que vai decidir, ele é soberano.
– Qual o balanço que faz de “Campeões Nacionais”?
-- Estou cheio de pena porque esta semana terminam as gravações e já sinto saudades. Foi um programa muito engraçado que, não sendo de todo original, foi o ideal para o meu regresso à SIC.
’A CULPA É DO MACACO’ ÀS TERÇAS
“A Culpa é do Macaco” estreia no próximo dia 22 e é exibido todas as terças-feiras à noite. Semanalmente, dois grupos, de 25 participantes cada com um convidado VIP, defrontam-se, explorando os seus códigos de referência social. Em confronto, podem estar louras e morenas, gordos e magros, tripeiros e alfacinhas. Com duração de 90 minutos, em directo, é exigido às equipas um vasto leque de capacidades e habilidades, que podem ir desde a oratória e argumentação aos dotes musicais. Em teste, estarão também a inteligência e a perspicácia, a coragem, os dotes artísticos e a criatividade.
A pontuação é feita pelas provas, pelo público em estúdio e via SMS.
DE REGRESSO AOS PALCOS
No fim deste ano, João Baião regressa ao teatro com uma nova peça de Filipe La Féria. “Trata-se de ‘A Rainha do Ferro Velho’, produzido pela UAU. Tem um elenco extraordinário, constituído pela Maria Rueff, Virgílio Castelo, Joaquim Monchique, Canto e Castro, Lídia Franco, Carmen Santos. Vai ser um grande espectáculo”, diz, acrescentando que foi “uma peça que Laura Alves também fez”.
Estava prevista para estrear no Villaret, mas um pequeno atraso originou mudança de local e de data. “Vamos estar em palco no Teatro Tivoli no final deste ano”, informa.
Apesar do seu compromisso com a SIC, João Baião lá vai conseguindo conciliar o teatro com a televisão. “Só quando comecei a fazer directos é que foi complicado. O teatro é onde o actor tem mais tempo para desenvolver. Na televisão é tudo feito para ontem”.
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