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Jornalistas continuam nas ruas em tempo de ‘guerra’

Mundo redescobre o valor do jornalismo profissional durante pandemia do coronavírus.
7 de Abril de 2020 às 11:25
Mundo redescobre o valor do jornalismo profissional durante pandemia do coronavírus.
7 de Abril de 2020 às 11:25
E, de repente o Mundo ficou diferente. A pandemia de coronavírus que assola o Planeta deixou bem claro que informações corretas, tratadas, produzidas por jornalistas e empresas de comunicação profissionais são bens de primeira necessidade.

Para a sua proteção, a sociedade sabe que não servem boatos e rumores disfarçados de verdade. Os timelines das redes sociais não servem, nunca serviram, para informar. O áudio enviado pelo vizinho, pelo cunhado, não é uma reportagem, não é matéria jornalística. Desde o tempo de Gutenberg é assim, mas parecia andar a ser esquecido.

O alarme tocou, a realidade bateu às portas de todos. Em Portugal, e em todo o Mundo, são os jornalistas profissionais que estão nas ruas, nas redações, nos estúdios. A arriscar o contágio. A fazer diretas. A dar voz às populações. A falar com especialistas confiáveis. A cobrar dos governos respostas.

Todos perceberam que alguns profissionais não podem ficar em casa. Padeiros têm de de fazer pão, carteiros têm de fazer entregas, motoristas têm de guiar camiões, ambulâncias, táxis. Sem querer desvalorizar a imensa legião de pessoas que teletrabalham para que a economia continue a existir, há que se sublinhar o empenho dos que saem às ruas nestes momentos difíceis. Os jornalistas fazem parte deste imenso exército de civis armados apenas com os seus instrumentos de trabalho. 

Os profissionais do Correio da Manhã e da CMTV orgulham-se de todos os dias saírem de casa para entrar na sua, numa altura em que o direito à informação é cada vez mais básico.

Até o Decreto de Estado de Emergência reconhece o direito dos cidadãos em sair às ruas para comprar jornais. A informação produzida por jornalistas profissionais é um bem essencial para que o caos não se instale.

As páginas dos jornais e revistas que estão a circular neste momento são verdadeiros documentos históricos. São lidas avidamente, pois contam com uma relevância e credibilidade únicas. Comunicar nessas páginas significa falar com um público que está pronto a ouvir e que está à espera dos posicionamentos das grandes marcas.

Em tempos de guerra, todos precisamos de informações precisas, constantes, verificadas. Não podemos decidir as nossas vidas com base em achismos, em ouvi dizer. Em tempos de guerra, ajuda-nos muito contar com a garra de quem está no terreno, a dar a cara e o corpo ao combate. O jornalismo profissional não pode parar. Aliás, não quer, nem vai parar.

Isto tem um valor infinito. E não será esquecido quando tudo voltar ao normal.
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