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Correio da Manhã

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Jornalistas contra segundas notícias

O Conselho de Redacção (CR) da Lusa vai fazer queixa à Entidade Reguladora (ERC) do director, Luís Miguel Viana, devido à "admissão de jornalistas à revelia dos preceitos da Lei da Imprensa", refere um documento, a que o CM teve acesso.
24 de Outubro de 2009 às 00:30
Luís Miguel Viana, director da Lusa, é alvo de críticas do Conselho de Redacção, que contesta a forma como têm sido recrutados os novos reforços da agência de notícias
Luís Miguel Viana, director da Lusa, é alvo de críticas do Conselho de Redacção, que contesta a forma como têm sido recrutados os novos reforços da agência de notícias FOTO: Jorge Godinho

O CR está "preocupado com o mal--estar que se está a gerar com admissões de jornalistas juniores que vêm para a Lusa com salários superiores aos de jornalistas seniores", explica o comunicado.

Além disso, critica ainda: "Há casos de segundas notícias com alterações à primeira, que, independentemente de se admitir que essa não seja a intenção, podem ser interpretadas como sendo mais favoráveis ao poder ou a algumas entidades", lê-se. E exemplificam: "Atribui-se ao INE numa segunda notícia que Portugal saiu da recessão. A Lusa apenas poderia dizer que o País saiu da ‘recessão técnica’ – e não recessão". Luís Miguel Viana "considerou que foi um erro lamentável".

Entretanto, o delegado de Coimbra, demitido do cargo por Viana, dia 7 deste mês, enviou um e-mail à redacção dando conta do sucedido. "O director comunicou-me que a sua decisão, tomada já há alguns dias, tinha efeitos retroactivos a 1 de Outubro".

O CM tentou, sem sucesso, contactar Luís Miguel Viana. O presidente da Lusa, Afonso Camões, recusou comentar.

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