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Jornalistas obrigados a comunicar prendas

Tudo que exceda a "mera cortesia" deve ser comunicado aos superiores hierárquicos.
Hugo Real 19 de Setembro de 2016 às 15:50
Agência Lusa enviou na semana passada a todos os seus colaboradores um plano de prevenção de riscos de corrupção
Agência Lusa enviou na semana passada a todos os seus colaboradores um plano de prevenção de riscos de corrupção FOTO: Jorge Godinho
O Conselho de Administração da Agência Lusa aprovou, a 5 de setembro, um "plano de prevenção de riscos de corrupção e infrações conexas" que foi comunicado a todos os trabalhadores da empresa na semana passada.

Neste plano, a agência assume "não estar imune à ocorrência de fenómenos de corrupção", por isso, avançou com este processo no qual identificou "os riscos de corrupção" e "as medidas implementadas para prevenir a sua ocorrência".

Assim, e nas normas de conduta presentes neste plano, a agência de notícias define que "os colaboradores [onde se incluem os jornalistas] não devem receber de terceiros gratificações, pagamentos ou favores, os quais podem criar, a quem os presta, expectativas de favorecimento".

Desta forma, a Lusa sublinha que as ofertas "que excedam a mera cortesia ou um valor simbólico [não identificado] e comercialmente irrelevante (...) devem ser comunicadas ao superior hierárquico, e recusados se indiciadores de expectativas de obtenção de favorecimento especial por parte dos ofertantes".

O plano diz ainda que os funcionários "não devem exercer qualquer atividade profissional externa incompatível ou suscetível de colidir com as atividades da empresa", assim como se devem abster de participar "em processos de decisão que envolvam direta ou indiretamente pessoas ou organizações que colaborem ou tenham colaborado consigo, ou pessoas a que estejam ligados por quaisquer laços de parentesco, e informar a hierarquia da existência de conflitos de interesse".

A matriz de avaliação de risco construída pela administração da Lusa identifica ainda nove riscos que podem afetar a redação, todos classificados com "baixa" probabilidade de ocorrência. Nestes casos, compete à direção de informação e ao conselho de redação fiscalizar a atividade dos jornalistas.
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