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Correio da Manhã

Tv Media

Jornalistas pedem intervenção do Estado no ataque às 'fake news'

CCPJ e Sindicato querem Ministério Público a investigar grupos que promovam notícias falsas e desinformação.
Miguel Azevedo 28 de Novembro de 2020 às 09:33
Procuradoria-Geral da República
Procuradoria-Geral da República FOTO: Vítor Mota
A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) e o Sindicato dos Jornalistas (SJ) apelaram à Procuradoria-Geral da República e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que “investiguem e fiscalizem as condutas e os grupos que promovam a desinformação”.

Estas entidades lembram que “produzir informação não é fazer jornalismo e, por si só, não faz do produtor de informação um jornalista”. Alertam ainda para a “a proliferação”, sobretudo desde o início da pandemia, “de meios e formas de comunicação no meio digital que se apresentam como sendo órgãos jornalísticos, não o sendo, e que transmitem informação não verificada, sem fundamento científico e/ou sem qualquer independência face a interesses nunca revelados, porque nada os obriga a isso”. Segundo a CCPJ e o SJ, “o jornalismo é a marca de água que distingue informação de desinformação”.

‘Jornalistas pela Verdade’, com página no Facebook, é um dos exemplos daquilo que é denunciado por estas entidades. Este grupo, para o qual alegadamente “colaboram vários jornalistas”, diz ter “o objetivo de mostrar o ‘lado da pandemia’ que os órgãos de comunicação não mostram”, questionando a OMS, a fiabilidade dos testes e o uso de máscaras. Leonete Botelho, da CCPJ, já veio denunciar, entretanto, que a única pessoa “que dá a cara” pelo grupo é Sérgio Tavares, que se intitula como ex-jornalista, mas que, na verdade, nunca teve carteira profissional.
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