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José Diogo Quintela: ERC condena 'A Bola'

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu razão, esta quarta-feira a José Diogo Quintela na queixa que o humorista apresentou contra o jornal ‘A Bola’ e o director da publicação, Vítor Serpa.
6 de Julho de 2011 às 16:30
Para a ERC, “não se verifica a existência de causa que legitime, da parte do director de ‘A Bola', o tipo de intervenção que teve, cortando parte do texto da crónica sem o conhecimento e autorização” de José Diogo Quintela
Para a ERC, “não se verifica a existência de causa que legitime, da parte do director de ‘A Bola', o tipo de intervenção que teve, cortando parte do texto da crónica sem o conhecimento e autorização” de José Diogo Quintela FOTO: Jorge Paula

Em causa está um corte numa crónica de opinião do humorista, que respondia a um outro texto de Miguel Sousa Tavares, também cronista no desportivo, e com quem Victor Serpa entendeu estar a manter-se um clima de “guerra civil” através das páginas do jornal.

Na sequência das alterações ao texto de José Diogo Quintela, realizadas sem autorização nem conhecimento prévio do autor, o humorista abandonou as crónicas, bem como o colega dos Gato Fedorento, Ricardo Araújo Pereira.

Para a ERC, “não se verifica a existência de causa que legitime, da parte do director de ‘A Bola', o tipo de intervenção que teve, cortando parte do texto da crónica sem o conhecimento e autorização” do cronista.

O regulador entende que “cortar representa uma distorção inaceitável da opinião do autor e traduz um comportamento que ofende a boa fé e as expectativas dos leitores”, que  também não foram alertados para as alterações no texto publicado.

A ERC considera ainda que Vítor Serpa “poderia recorrer a formas diferentes de dirimir o caso”, e que a conduta do director “não se enquadra nos padrões de exigência ético-legais que devem pautar a actividade jornalística em geral e extravasa os limites dos poderes gerais de orientação que lhe assistem”.

No entanto, a ERC recusou o pedido de Zé Diogo Quintela em classificar a atitude do director de ‘A Bola’ de “censura”para que o termo “não se vulgarize” e seja utilizado com “prudência”. A autoridade rejeita ainda impôr ao desportivo que publique, na íntegra, a crónica em questão como o humorista solicitou, uma vez que o pedido “vai para além das competências próprias da ERC e colide flagrantemente com o princípio de liberdade de imprensa e atenta contra a autoniomia editorial” do jornal.

 

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