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Correio da Manhã

Tv Media
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Lourenço Ortigão desiste da Media Capital

Ator vendeu participação indireta na dona da TVI. “Virei os meus investimentos para outras opções”, diz.
Duarte Faria 6 de Março de 2021 às 10:42
Lourenço Ortigão
Músico Pedro Abrunhosa fez acordo com a Prisa através da Boom Studios
Lourenço Ortigão
Músico Pedro Abrunhosa fez acordo com a Prisa através da Boom Studios
Lourenço Ortigão
Músico Pedro Abrunhosa fez acordo com a Prisa através da Boom Studios
Foi um dos nomes falados, no ano passado, quando a Prisa anunciou ter chegado a acordo com um conjunto de investidores para vender a Media Capital (MC, dona da TVI), mas nunca se tinha pronunciado publicamente sobre o assunto e a sua identidade não figurou nas comunicações feitas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Mas, agora, o ator Lourenço Ortigão confirmou ter adquirido 1% da MC, embora, entretanto, já tenha vendido a participação.

“Decidi vender a minha participação e ficar como ator, sujeito às ordens que me derem enquanto tiver contrato com a TVI. Virei os meus investimentos para outras opções da minha vida com menos exposição”, referiu à ‘Men’s Health’. “Para mim era uma oportunidade de negócio. Decidi avançar, mas, de qualquer forma, não sou acionista da TVI”, acrescentou.

Ao que o CM apurou junto de fonte próxima de Lourenço Ortigão, o seu nome nunca apareceu nas comunicações à CMVM uma vez que o ator detinha uma participação indireta na MC, por via de uma sociedade-veículo. Mas decidiu entretanto desfazer-se do investimento, juntando-se à IBG - International Business Group Portugal, cuja beneficiária efetiva é Isabel Rodrigues de Sá, que no início deste ano também optou por deixar de ter qualquer participação na Media Capital.

Durante o processo de venda da dona da TVI, que agora é liderada por Mário Ferreira (seu principal acionista), várias sociedades e investidores em nome individual acabaram por desistir do negócio. Foi o caso de Pedro Abrunhosa, que assinou o acordo inicial - através da Boom Studios - mas acabou por não avançar, tal como a Tensai Indústria (Manuel João Preto), a Pelican Score Investimentos (Bruno Ribas Esteves de Albernaz) e a Palpitevalor (Patrícia Dantas de Oliveira).
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