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Correio da Manhã

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Luciana faz relato assustador do inferno vivido em casa

Atriz admite que sofreu bullying durante muitos anos.
Vânia Nunes 4 de Maio de 2018 às 01:30
Luciana Abreu
Luciana Abreu
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Luciana Abreu
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Luciana Abreu
Luciana Abreu
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Luciana Abreu
De relações cortadas com todos os elementos da sua família, Luciana Abreu mostra-se, finalmente, em paz, depois de um passado marcado pelo sofrimento e pela violência.

"Durante muitos anos fui vítima de bullying. Durante muitos anos fui chantageada. Se não fizesse isto ou aquilo ia arrepender-me para o resto da vida. Disseram-me mesmo: ‘Vou destruir-te’", revelou, sem rodeios, a atriz e cantora, sublinhando que as palavras foram ditas por alguém da família. "Pessoas do meu sangue", disse, em entrevista ao ‘Alta Definição’, da SIC, dando a entender que se tratava da mãe, Ludovina, e da irmã, Ana Luísa, que expulsou de sua casa em 2016. "Por momentos pensei: ‘Perdidos por 100, perdidos por 1000’. Estou a dar às minhas filhas aquilo que não merecem".

Sem revelar os motivos, deixou claro que foi algo grave: "Para deixar alguém para trás na vida é preciso fazerem-me muito". Da altura em que morava em casa dos pais, Luciana Abreu só guarda más recordações. "Violência doméstica, filmes pornográficos. Até aos meus 14 anos, que foi quando disse: ‘Vou-me embora’. Saí de casa com uma trouxa de roupa. Tinha levado porrada todos os dias".

Em relação ao pai, com quem travou uma luta em tribunal, só quer distância. "Dificilmente olharia para o meu pai, nem lhe diria nada, só quero que ele esqueça que eu existo. Se fosse anónima, ele já o teria feito". Luís Costa Real processou a filha por difamação, exigindo uma indemnização de 40 mil euros, depois de Lucy ter dado o seu testemunho sobre violência doméstica na Assembleia da República. O tribunal não lhe deu razão e a atriz saiu absolvida no início deste mês.

Luciana Abreu tem-se apoiado naquela que apelida de "família de coração", principalmente em Maria Odete Raposo. "A minha madrinha, que me colmatou todas as carências", admite. E é com essa "família" e com o marido, Daniel Souza, que trata da logística do dia a dia com as quatro filhas.

As mais novas, Valentine e Amoor, nascidas prematuras em dezembro, estão a recuperar depois de terem lutado pela vida. "Disseram-me que eu era uma mãe de muita sorte, porque nem eles [os médicos] sabiam explicar como é que elas se agarraram tanto a vida. Foi um milagre".
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