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Correio da Manhã

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Madeira mobiliza as televisões

Dalila Carmo co-protagoniza com Marco Delgado a nova minissérie da TVI ‘Dias Felizes’, em parte gravada na Madeira. O elenco esteve presente no passado dia 9 no Funchal, quando a administração da TVI ali se deslocou para apresentar o formato e comemorar, em directo do local, o terceiro aniversário do programa ‘As Tardes da Júlia’.
16 de Abril de 2010 às 00:00
Elenco de 'Dias Felizes'
Elenco de 'Dias Felizes' FOTO: Mariline Alves

A Correio TV também esteve no Funchal e pôde constatar que tanto Júlia Pinheiro, também directora de Formatação de Conteúdos da TVI, como os actores da minissérie, os músicos que participaram no programa, o administrador e director-geral, Bernardo  Bairrão,  bem como outros directores, ajudaram a promover a imagem reconstruída da Madeira.

O director de Programas da TVI, Luís Cunha Velho, disse à Correio TV que “a TVI entregou à Cáritas, para ajudar a Madeira, 385 mil euros conseguidos em chamadas de valor acrescentado por parte dos espectadores da TVI e dos ouvintes da Rádio Comercial, Rádio Cidade, Rádio Clube Português, M80 e o portal IOL”. E aconselhou: “Gozem a Madeira”. No programa de Júlia Pinheiro, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, agradeceu, aliás, “a ajuda de todos à reconstrução da Madeira”.

O autarca do Funchal, Miguel Albuquerque, revelou, por sua vez, à Correio TV: “Quer a TVI como a SIC e a RTP fizeram um trabalho extraordinário. Agradecemos de todo o coração estes apoios, que foram de facto de grande ajuda para a reconstrução da Madeira. Tivemos 881 casas parcial ou totalmente destruídas. O dinheiro é muito importante para projectos de reconstrução e de ajuda às famílias. Nós já recebemos da TVI, da SIC e da RTP mais de dois milhões de euros para a reconstrução do Funchal. E uma das formas de nos ajudarem é também as pessoas virem aqui ao Funchal constatarem in loco o trabalho de recuperação que está a ser feito e ajudarem a promover o nosso turismo, uma das indústrias principais da Madeira. Penso que vamos retomar o movimento turístico já com a Festa da Flor [que se realiza neste fim-de-semana]. Já temos uma ocupação de hotelaria superior a 80%. E é muito importante a presença dos media aqui, porque transmite uma sensação de operacionalidade, de segurança e de normalidade”.

Dalila Carmo recordou à Correio TV: “Quando gravámos na Madeira estava mau tempo e foi uma pena, porque queríamos mostrar a ilha com sol. Custou-me muito ver imagens da tragédia”.

A protagonista argumentou: “Sei que as catástrofes naturais sempre existiram, mas agora acontecem com mais incidência e mais intensidade. E temos que ter muito respeito pela Terra e pela Natureza”. Também Marco Delgado sofreu com a catástrofe. “Perturbou-me muito. Gosto imenso da Madeira. Em Dezembro fomos muito bem recebidos e acarinhados por todos quando aqui gravámos e foi triste ver a gravidade do que aconteceu”, diz o actor.

“O que mais me impressionou e surpreendeu foi a capacidade de renascer que os madeirenses mostraram, o seu exemplo. Foi tão trágico e, de repente, eles irem buscar essa força não sei onde é um exemplo de vida muito singular e positivo que os madeirenses nos dão”, acrescentou. O actor concluiu: “Senti hoje aqui a reconstrução. Isso é muito bom, porque a Madeira vive do turismo e é fundamental que recomece a ter uma actividade mais normal. Embora já não sintamos a tragédia, ela está presente nas pessoas”.

CAMPANHAS SOLIDÁRIAS: CERCA DE 2 MILHÕES

A SIC foi pioneira com  a gala ‘Uma Flor para a Madeira’, que angariou 890 mil euros. Na RTP, “a ajuda à Madeira teve dois momentos: A informação e a programação, no âmbito da qual se fez a campanha de recolha de fundos para a recuperação da ilha”, diz José Fragoso, director de Programas. RTP, Cruz Vermelha da Madeira e Sonae angariaram “1 milhão e 200 mil euros”. E.R.

DIRECTORA REGIONAL DO TURISMO: RAQUEL FRANÇA

- Como vê a iniciativa das televisões em emitirem em directo da Madeira e em gravarem programas e formatos de ficção na ilha?

Faz parte da solidariedade que nos tem chegado, não só da RTP, SIC e TVI, como dos portugueses, de uma forma geral.

- Tem sentido uma solidariedade crescente por parte das televisões?

Sim, temos sentido isso nos momentos em que mais precisamos.

- Como tem a Secretaria Regional apoiado na recuperação da ilha?

Temos transmitido imagens lá para fora e tentámos localizar o que aconteceu no fim de Fevereiro, para não parecer que a tragédia atingiu toda a ilha. Mostrámos que a hotelaria, o porto e o aeroporto funcionam com normalidade e sem riscos de segurança. E os nossos técnicos da Secretaria Regional do Turismo e Transportes fizeram vídeos, que puseram no YouTube.

- Já se vêem resultados desse trabalho?

Sim. Temos já hoje, dia 9, uma ocupação hoteleira de 83%. Ainda é esperado que suba até à Festa da Flor [este fim-de-semana].

- Qual o montante da Secretaria Regional para a Festa da Flor?

Foi de 310 mil euros.

- E que ajuda deram na recuperação?

Fomos nós mesmos, com a nossa força de vontade, sempre e a despachar.

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