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Correio da Manhã

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Manuela fala, fala

Manuela Moura Guedes, sub-directora de informação da TVI, foi ontem à tarde ouvida durante 85 minutos no Tribunal do Trabalho de Setúbal. Em causa está o processo movido pelo jornalista Nuno Batista contra o canal de Queluz de Baixo.
16 de Fevereiro de 2007 às 00:00
Manuela fala, fala
Manuela fala, fala FOTO: Jorge Godinho
Moura Guedes, ouvida na qualidade de testemunha, não poupou críticas a Nuno Batista e foi peremptória nas explicações da transferência do jornalista – encontra-se de baixa médica devido a depressão – da secção de Sociedade para o On-line, em Janeiro de 2000. “As alterações têm que ver as conveniências do serviço. Tem muitas limitações, até de escrita para determinados assuntos. Houve momentos constrangedores, em directos por exemplo, em que dizia alguns disparates. Eram momentos Monthy Python”, referiu a jornalista, lembrando que existia uma “promiscuidade terrível” com as editoras discográficas, por exemplo.
A sessão contou ainda com o testemunho de cinco jornalistas da TVI: Carmen Marques, Isabel Almeida, Isabel Moiçó, Margarida Martins e Alexandra Monteiro. Todas afirmaram que trabalhar no departamento On-line representa “estar na prateleira e limitar-se a fazer um trabalho de copy-paste”.
Uma das intervenientes manifestou a preocupação por ser testemunha abonatória do colega. “Ao estar aqui arrisco-me a represálias”, desabafou durante a audiência, confessando que não pode estar “em silêncio face às injustiças que são cometidas na Redacção” da Quatro.
DIA 22
O director adjunto da de Informação, Mário Moura, também foi arrolado como testemunha, sendo ouvido dia 22, a partir das 14h30. No mesmo dia estarão igualmente em tribunal, na mesma condição, António Prata, chefe de Redacção do canal, e o pivô José Carlos Castro.
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