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Marcelo dá parabéns à ‘Sábado’ pelos 15 anos

Octávio Ribeiro pediu um plano de emergência para apoiar a imprensa escrita em tempos difíceis.
Ana Maria Ribeiro 16 de Maio de 2019 às 01:30
Octávio Ribeiro, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Santana (administrador da Cofina) e Eduardo Dâmaso, diretor da  ‘Sábado’. Atrás, o jornalista José Carlos Castro
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa: 'Sem comunicação forte não há democracia forte'
Octávio Ribeiro, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Santana (administrador da Cofina) e Eduardo Dâmaso, diretor da  ‘Sábado’. Atrás, o jornalista José Carlos Castro
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa: 'Sem comunicação forte não há democracia forte'
Octávio Ribeiro, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Santana (administrador da Cofina) e Eduardo Dâmaso, diretor da  ‘Sábado’. Atrás, o jornalista José Carlos Castro
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa: 'Sem comunicação forte não há democracia forte'
"Sem jornalismo sério não há democracia. Não há como decidir em quem votar, não há como saber o que reclamar junto dos políticos que nos representam", disse esta quarta-feira Octávio Ribeiro no Fórum ‘Democracia e Liberdade de Imprensa’, em Lisboa.

O diretor-geral editorial da Cofina abriu a sessão – que se destinava a assinalar os 15 anos da revista ‘Sábado’ – com um apelo às instituições. "Há nuvens negras a ameaçar a nossa função e é preciso um plano de emergência até que o digital possa substituir, economicamente, o papel", afirmou.

Na plateia, Marcelo Rebelo de Sousa ouvia-o com atenção e concordou, no seu discurso, que "é preciso uma intervenção legislativa".

"Há três anos que ando a pregar quase no deserto e embora todos concordem com o diagnóstico, ainda não se conseguiu avançar", disse o Presidente da República (PR).

O aniversário da revista ‘Sábado’ celebrou-se no Hotel Ritz – "na mesma sala onde a publicação nasceu", em 2004– e teve como convidado especial o jornalista francês Edwy Plenel, ex-diretor do jornal ‘Le Monde’ e fundador e atual diretor do ‘Mediapart’, jornal online de investigação que se tornou um caso exemplar: é economicamente viável e vive dos seus subscritores. Sem publicidade.

Plenel comparou o trabalho dos jornalistas ao de Robin Hood. "Não na questão do dinheiro", esclareceu. "Mas em busca das verdades escondidas, que o povo tem o direito de conhecer."

A sessão culminou com um debate em que participaram o jornalista brasileiro Vladimir Netto (que investigou a Operação Lava Jato); o advogado Francisco Teixeira da Mota, que tem defendido casos em que está em causa a liberdade de expressão; o jornalista e cronista João Miguel Tavares e Sofia Colares Alves, da Comissão Europeia.

Tudo sob a moderação do diretor-adjunto da ‘Sábado’, António José Vilela.

SAIBA MAIS
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10 por cento de receita é o que a imprensa escrita tem vindo a perder todos os anos, de há um tempo a esta parte. O digital não é pago, situação que Octávio Ribeiro considera "insustentável".

Estimular a leitura
No Fórum, Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que "houve esperança que a saída da crise devolvesse leitores aos jornais, mas isso não aconteceu na medida do esperado". "É preciso dar força ao Plano Nacional de Leitura, porque também por aí passa a sobrevivência da Comunicação Social", disse o PR.
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