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MARCELO REBELO DE SOUSA É REI DO ZUM-ZUM

Com hora e meia de atraso começou a gala da entrega dos prémios do 'Inimigo Público' (IP) - suplemento satírico do jornal 'Público' - realizada na sexta-feira, no Tivoli, em Lisboa, por ocasião do seu primeiro aniversário nos escaparates.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
Rui Unas apresentou a gala e o professor continua a dar que falar no suplemento humorístico
Rui Unas apresentou a gala e o professor continua a dar que falar no suplemento humorístico FOTO: Tiago Sousa Dias
O evento, que foi gravado na totalidade para ser transmitido posteriormente pela SIC, de acordo com o director do suplemento, Luís Pedro Nunes, "só tem um prémio sério" - O Bocage - "que distinguiu o responsável pelas revistas satíricas 'O Humorista' e 'Gaiola Aberta', José Vilhena". O prémio foi entregue ao humorista por uma prostituta, um padre e pelo próprio Luís Pedro Nunes: "É que prostitutas e padres são personagens recorrentes nas sátiras de Vilhena", explicou o director.
Na realidade, dos nove galardões, o mais actual foi o 'Prémio Rei do Zum-Zum', atribuído a Marcelo Rebelo de Sousa, que competia na mesma modalidade com Pacheco Pereira e José Castelo Branco que, segundo Rui Unas - apresentador da gala -, "faz parecer Lili Caneças uma pessoa séria".
Já o actual presidente da comissão executiva da Lusomundo Media, Luís Delgado, pelas suas crónicas no 'Diário Notícias' e 'Diário Digital', foi distinguido com o 'Prémio Concorrência Desleal' - "por notícias que fizeram concorrência directa ao IP" -, galardão disputado com José António Saraiva, director do Semanário 'Expresso' e '24 Horas'.
Quanto ao 'Prémio Inimigo da Onça', "que homenageia figuras que já não estão entre nós", ombrearam António Vitorino, Ferro Rodrigues e Jorge Sampaio que foi o vencedor.
A categoria dedicada a um grande acontecimento televisivo, o 'Mira Técnica', foi disputado entre o canal 2, as tardes da TV e os rodapés da TVI, sendo a estação dirigida por José Eduardo Moniz a vencedora.
Eduardo Prado Coelho, colaborador do 'Público', foi o vencedor do 'Prémio Capelinhas' pela melhor crónica de sempre sobre o orgasmo vertical que se sobrepôs à actual secretária de Estado das Artes e Espectáculos, Teggy, "por ter uma avó que leu um livro", e a Couto dos Santos, administrador em 'part-time' da Casa da Música.
Na categoria 'El Compromisso Portugal', "que reconhece aqueles que em momentos difíceis fizeram o que se esperava, ou seja, fugiram", venceu Durão Barroso, que disputava o prémio com Deco e o presidente da Somague, Diogo Vaz Guedes. No galardão 'Amigo do Inimigo' saiu vencedor, entre o advogado José Maria Martins e Pedro Santana Lopes, o ministro da Defesa, Paulo Portas.
O suplemento IP, das Produções Fictícias, sai à sexta-feira com o jornal e, segundo o responsável, "mantém uma preocupação de actualidade sendo todos os factos falsos".
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