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Mário Ferreira tem de garantir 39,5 milhões de euros

Empresário oferece, no mínimo, 0,67 euros por ação para ficar com os restantes 69,78% da dona da TVI.
Duarte Faria 27 de Novembro de 2020 às 08:34
Mário Ferreira
Mário Ferreira FOTO: Direitos Reservados
Mário Ferreira poderá ter de apresentar garantias bancárias de, pelo menos, 39,5 milhões de euros para provar que consegue levar para a frente a Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre 69,78% da Media Capital (MC). Tal acontecerá aquando do registo definitivo da OPA ou no momento de apuramento de resultados da operação.

Na quarta-feira à noite, o empresário que já detém 30,22% da dona da TVI - e que no dia anterior tinha sido eleito presidente da empresa pelos novos acionistas, ignorando o pedido da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) para que a assembleia-geral não se realizasse - anunciou o lançamento da OPA a que a CMVM o obrigou por ter considerado existir concertação entre o empresário e a Prisa. Mário Ferreira tinha, nesse entendimento, de aceitar a venda que a Prisa fizesse e esta ficou, segundo o ‘Sol’, com a garantia de que recebia as mais-valias que os acionistas individuais fizessem.

No anúncio preliminar, a Pluris, de Mário Ferreira, oferece o mínimo de 0,67 euros por ação. Esse é o valor a que o grupo de investidores comprou a participação de 64,47% à espanhola Prisa, o que garante que, se algum quiser vender, não perderá dinheiro. A contrapartida tem de ter cumulativamente em consideração que se trata de uma oferta concorrente, pelo que tem de ser 2% acima da oferta da Cofina (que detém o CM) cujo valor, por outro lado, vai ser fixado pelo auditor independente. A Cofina ofereceu 0,415 euros por cada ação da MC.

Mário Ferreira ainda não indicou o intermediário financeiro responsável pela operação.
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