Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de criar produtos viciantes e prejudiciais às crianças.
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, chegou a acordo com um distrito escolar do estado norte-americano do Kentucky que acusava as plataformas da empresa de Mark Zuckerberg de serem projetadas para se tornarem viciantes e prejudiciais às crianças, disse o 'The New York Times'. O acordo segue outros recentemente firmados com o TikTok, Snapchat e YouTube (Google) antes do início do julgamento num tribunal federal de Oakland.
Cerca de 1 200 distritos escolares dos Estados Unidos uniram-se para processar a Meta, o TikTok, o Snapchat e o YouTube por supostamente alimentarem uma crise de saúde mental entre os mais jovens. “Resolvemos este caso amigavelmente e continuamos focados no nosso trabalho de longa data para criar proteções para os utilizadores mais jovens, como as Contas para Adolescentes, que os ajudam manterem-se seguros online, ao mesmo tempo que oferecem aos pais um controlo simples para apoiar a família”, disse um porta-voz da Meta, sem divulgar os termos do referido acordo.
Um porta-voz do YouTube também afirmou que a questão foi resolvida de forma amigável e confidencial. “Há mais de uma década, construímos o YouTube de forma responsável – trabalhando com professores, diretores e grupos de pais para proporcionar aos alunos experiências online mais seguras e úteis”, fez saber. Já o TikTok e o Snapchat não responderam aos pedidos de comentários do jornal.
As escolas do condado de Breathitt, um pequeno distrito rural no Kentucky, acusaram as gigantes tecnológicas de criarem produtos viciantes que levaram os seus alunos a desenvolverem ansiedade e depressão, além de praticarem automutilação. O processo judicial exigia o pagamento de 51,7 milhões de euros para cobrir os custos com as necessidades de saúde mental dos jovens do distrito e para financiar um programa de 15 anos para melhorar a situação. Os advogados também solicitaram uma ordem judicial para obrigar as empresas a alterarem o funcionamento das suas plataformas para que tivessem menos recursos viciantes.
Ainda assim, os problemas legais da Meta estão longe de terminar. Os advogados dos distritos escolares afirmaram em comunicado que o seu foco continua a ser "conseguir justiça para os restantes distritos que entraram com ações judiciais" semelhantes. O início do julgamento está previsto para julho.
O acordo surge após a Meta e o YouTube terem sofrido uma dura derrota em março, durante um julgamento semelhante em Los Angeles, que durou seis semanas e terminou com as duas empresas condenadas a pagar 5,2 milhões de euros de indemnização a uma jovem. O júri considerou-as culpadas por criarem deliberadamente produtos viciantes e negligentes e não fornecerem avisos adequados sobre os potenciais perigos das suas plataformas.
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