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Miguel Sousa Tavares pára um mês

Miguel Sousa Tavares decidiu interromper, por um mês, a sua página de opinião em ‘A Bola’. O período de “meditação”, como o próprio qualifica, poderá, na pior das hipóteses, conduzir ao fim da colaboração com o diário desportivo.
20 de Julho de 2006 às 00:00
O analista e escritor diz ao CM ter estabelecido o prazo de “um mês para meditação”, escusando-se a traçar cenários sobre o que se passará depois desse período ou, inclusive, a descodificar algumas passagens do seu texto. “O que quis dizer [com o artigo publicado, anteontem, no jornal da Travessa da Queimada] é o que lá está escrito”, sublinhou Miguel Sousa Tavares.
'SAUDADES DA LIVBERDADE'
Miguel Sousa Tavares escreve que, feito o balanço do Mundial, “é altura de meditar sobre o jornalismo e a opinião pública. É o que vou fazer, agora. A mim, pessoalmente, nunca me intimidou o facto de estar em minoria. E, aqui, nas páginas de ‘A Bola’, sempre estive em persistente minoria. Mas houve qualquer coisa de diferente, desta vez. O tal desejo de unanimismo, a tal vontade subliminar de intimidação e silenciamento que me pareceu detectar a casa passo. Isso faz meditar e muda muita coisa: a vontade e o prazer de escrever, as bases do contrato de liberdade implícito entre quem escreve, quem publica e quem lê”.
Miguel Sousa Tavares, contundente nas críticas à Imprensa, nomeadamente pela “impressionante campanha de promoção, culto e devoção” a Luiz Felipe Scolari, diz, a concluir, que “as pessoas” ainda vão ter “saudades da liberdade”.
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