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Correio da Manhã

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Mínimo histórico na RTP 2

Alberto da Ponte diz estar "preocupado" com "posição irrelevante".
21 de Abril de 2013 às 01:00

 

Nunca a audiência da RTP 2 foi tão baixa desde que existe audimetria de televisão em Portugal. Entre o início do ano e a passada quinta-feira, 18 de abril, o segundo canal da estação pública somou 2,6% de share médio.

A queda não é de agora, já que a tendência se observa desde 2011, quando a estação obteve 4,5% de quota de mercado. No ano passado, a média caiu para 3,4%.

A perda de público acentuou--se, no entanto, desde a entrada da GfK no mercado de audiências televisivas, em março de 2012, e da saída de Jorge Wemans da direção do canal, em outubro do mesmo ano. Hugo Andrade, diretor de programas da RTP 1, acumulou, desde então, a função de gerir a grelha do segundo canal.

A perda de expressão da RTP 2 é ainda mais significativa quando comparada com os canais do cabo. Na semana de 8 a 14 de abril, por exemplo, ficou em sexto lugar entre todos os canais, com uma média de 2,1%, atrás do Hollywood (2,2%) e na mesma posição da SIC Notícias (2,1%).

Recorde-se que o canal atravessa um processo de reestruturação, com a deslocação da sua produção para o Porto e alterações na grelha de programação. Estes números mereceram, esta semana, uma reação de Alberto da Ponte, presidente da RTP, que se manifestou "preocupado" com a descida das audiências da RTP 2. "Temos de cumprir o serviço público, mas temos de nos preocupar com as audiências. Estamos perigosamente a aproximar-nos de uma posição irrelevante", disse.

A grelha da RTP 2 vai custar, este ano, cerca de 22 milhões de euros. 

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