Barra Cofina

Correio da Manhã

Tv Media
4

Morreu Artur Agostinho (COM FOTOS)

Artur Agostinho morreu esta terça-feira aos 90 anos, no Hospital Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde há uma semana.
22 de Março de 2011 às 17:03
Cavaco condecorou Agostinho, três dias depois de ter comemorado 90 anos (fazia anos no Dia de Natal)
Ao lado de Paulo Bento, na época em que esteve treinava o Sporting
Ao lado de José Eduardo Moniz e Virgílio Castelo
Ao lado da mulher, numa cerimónia em 2004
Lançamento do seu mais recente livro de memórias, apresentado por Marcelo Rebelo de Sousa
Entregou a petição 'Verdade Desportiva' no Parlamento
Artur Agostinho fez história graças aos seus relatos desportivos na rádio
Na sua última entrevista dada ao 'Correio da Manhã', em sua casa
Foi um rosto acarinhado ao longo de várias décadas
Sempre bem disposto, Artur Agostinho recordou percurso na conversa que deu ao 'CM'
Ao lado de Maria José Valério, com quem partilhava a paixão pelo Sporting
Artur Agostinho esteve presente na homenagem a Eusébio da RTP
Ao lado de Isabel Figueiras e Júlio Isidro numa das galas de homenagem de que foi alvo
Percurso foi também assinalado com Globo de Ouro, entregue por Pinto Balsemão
Ao lado de Cavaco Silva e da primeira-dama, no dia da condecoração
Artur Agostinho na apresentação da obra 'Ficheiros Indiscretos'
Cavaco condecorou Agostinho, três dias depois de ter comemorado 90 anos (fazia anos no Dia de Natal)
Ao lado de Paulo Bento, na época em que esteve treinava o Sporting
Ao lado de José Eduardo Moniz e Virgílio Castelo
Ao lado da mulher, numa cerimónia em 2004
Lançamento do seu mais recente livro de memórias, apresentado por Marcelo Rebelo de Sousa
Entregou a petição 'Verdade Desportiva' no Parlamento
Artur Agostinho fez história graças aos seus relatos desportivos na rádio
Na sua última entrevista dada ao 'Correio da Manhã', em sua casa
Foi um rosto acarinhado ao longo de várias décadas
Sempre bem disposto, Artur Agostinho recordou percurso na conversa que deu ao 'CM'
Ao lado de Maria José Valério, com quem partilhava a paixão pelo Sporting
Artur Agostinho esteve presente na homenagem a Eusébio da RTP
Ao lado de Isabel Figueiras e Júlio Isidro numa das galas de homenagem de que foi alvo
Percurso foi também assinalado com Globo de Ouro, entregue por Pinto Balsemão
Ao lado de Cavaco Silva e da primeira-dama, no dia da condecoração
Artur Agostinho na apresentação da obra 'Ficheiros Indiscretos'
Cavaco condecorou Agostinho, três dias depois de ter comemorado 90 anos (fazia anos no Dia de Natal)
Ao lado de Paulo Bento, na época em que esteve treinava o Sporting
Ao lado de José Eduardo Moniz e Virgílio Castelo
Ao lado da mulher, numa cerimónia em 2004
Lançamento do seu mais recente livro de memórias, apresentado por Marcelo Rebelo de Sousa
Entregou a petição 'Verdade Desportiva' no Parlamento
Artur Agostinho fez história graças aos seus relatos desportivos na rádio
Na sua última entrevista dada ao 'Correio da Manhã', em sua casa
Foi um rosto acarinhado ao longo de várias décadas
Sempre bem disposto, Artur Agostinho recordou percurso na conversa que deu ao 'CM'
Ao lado de Maria José Valério, com quem partilhava a paixão pelo Sporting
Artur Agostinho esteve presente na homenagem a Eusébio da RTP
Ao lado de Isabel Figueiras e Júlio Isidro numa das galas de homenagem de que foi alvo
Percurso foi também assinalado com Globo de Ouro, entregue por Pinto Balsemão
Ao lado de Cavaco Silva e da primeira-dama, no dia da condecoração
Artur Agostinho na apresentação da obra 'Ficheiros Indiscretos'

Locutor, apresentador, jornalista, publicitário, actor e escritor, colunista tornou-se um dos rostos mais populares da televisão portuguesa. Foi director do jornal 'Record' entre 1963 e 1974.

Foi condecorado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, em 2010, pela ocasião do seu 90ª anvisersário, a 25 de Dezembro, com a Comenda da Ordem Militar de Sant'iago da Espada.

REACÇÕES:

"ADMIRÁVEL EXEMPLO E FONTE DE INSPIRAÇÃO": MINISTÉRIO DA CULTURA
O Ministério da Cultura destacou o "comunicador carismático, que dedicou uma carreira de mais de 70 anos à rádio, aos jornais e à televisão, constituindo um admirável exemplo e fonte de inspiração para inúmeras gerações de profissionais".

O Ministério tutelado por Gabriela Canavilhas sublinhou ainda o contributo que Artur Agostinho deu "ao cinema português, através da sua participação em alguns dos mais importantes filmes portugueses dos anos 1940 e 1950, que muito contribuíram para o justo reconhecimento e afeto que colheu junto do públicos e dos seus pares, e que reforçam o sentimento de perda que perpassa a sociedade e o meio cultural português".

"MORREU O ÚLTIMO GRANDE COMUNICADOR": JÚLIO ISIDRO
"Sinto-me como se tivesse morrido o meu pai. Nutria por ele uma grande amizade, uma grande admiração. Cresci profissionalmente com ele", começou por dizer Júlio Isidro ao 'Correio da Manhã'. O apresentador recordou que partilhou o palco com Artur Agostinho na apresentação de espectáculos e galas e ainda o tributo de 2h00, com a participação de familiares e amigos, transmitido pela RTP.

"Morreu o último grande comunicador. Realmente, a história da comunicação social fechou um capítulo", afirmou Júlio Isidro.

"FOI UM CHOQUE, ESTAVA TÃO JUVENIL": MÁRIO ZAMBUJAL
"Nos últimos tempos convivi muito com o Artur Agostinho, fizémos entrevistas conjuntas. Apesar de ter 90 anos, foi um choque, estava tão juvenil. Não se assemelha a outra morte de 90 anos", afirmou Mário Zambujal.

"Tinha uma lucidez, uma vivacidade, a palavra fácil", afirmou escritor, antes de explicar que "não havia qualquer indício", nada fazia prever" o que aconteceu. "O estado de espírito dele era o de um homem que podia viver muitos anos", disse, rematando: "O Artur nunca foi um velhinho".

"É UMA NOTÍCIA DE EXTREMA TRISTEZA": ELÁDIO CLÍMACO
"É uma notícia de extrema tristeza porque é o último dos moicanos, a última referência que ligava o passado ao presente. Era o colega de quem gostávamos todos. Tenho muita, muita pena. Estou profundamente desalentado. E fico na fila da frente. A vida é assim mesmo. Julgamos que nós e os outros são imortais... Mas a vida é assim mesmo. Apresento à família as minhas condolências. E lá estarei para o acompanhar à sua última morada", disse o apresentador.

"VOZ FAZ PARTE DO IMAGINÁRIO": LAURENTINO DIAS
"A sua voz faz parte do imaginário de várias gerações que aprenderam a sentir a selecção nacional e os êxitos internacionais do futebol português como um elemento profundo da identidade que nos une. Muitos feitos e muitos nomes do desporto foram construídos também pela emoção que as suas palavras lhes conferiram. A sua memória perdurará entre nós. Bem-haja Artur Agostinho", afirmou Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto.

"NUNCA PERDEU O ESPÍRITO JORNALÍSTICO": ANTÓNIO MAGALHÃES, DIRECTOR-ADJUNTO DO JORNAL 'RECORD'
"Foi uma grande honra ter o prazer de o conhecer e de conviver com ele nestes últimos nove anos da vida dele", disse António Magalhães, lembrando que Artur Agostinho "nunca perdeu o espírito jornalístico que o lançou na área".

"Durante alguns anos teve uma intervenção importante no 'Record', mudando a periodicidade do jornal - passou a bi-semanário e admitiu mesmo sair 3 vezes por semana - naquela que foi uma das suas lutas", lembrou o director-adjunto do jornal 'Record'.

"ERA A MINHA REFERÊNCIA E A PESSOA QUE ME INSPIROU": ANTÓNIO SALA
O radialista António Sala mostrou-se "desolado" com a notícia da morte de Artur Agostinho, de quem era amigo há 30 anos. "Era a minha referência e a pessoa que me inspirou", diz ao Correio da Manhã.

"Confessei-lhe que em criança tentava imitá-lo e a na minha geração, todos tentávamos ser um pouco o Artur Agostinho", revela o apresentador. "Perdemos um génio de diferentes formas da comunicação, que era bom em tudo o que fazia, desde rádio, relatos, apresentador, actor e a escrever", considera Sala, para quem o desaparecimento "foi a morte de um mestre".

"AS SETE VIDAS DO REI ARTUR": HERMAN JOSÉ
"Se a vida do Artur fosse um filme, chamar-se-ia 'As Sete Vidas do Rei Artur', e estaria condenado ao sucesso. O argumento teria de tudo: acção, injustiças, lágrimas, êxitos, e um final feliz. São muito poucos os que têm o privilégio de morrer aos 90 anos na posse de todas as suas faculdades intelectuais", disse Herman José ao CM.

O humorista diz que a presença de Artur Agostinho na sua vida foi determinante, por se ter estreado no programa 'No Tempo Em Que Você Nasceu', de 1973, pela mão do maestro Pedro Osório, "que com ele lutava semanalmente para tentar fazer passar pelo crivo apertado de uma censura bacoca e implacável".

"Estava no auge das suas capacidades e da sua carreira, e muito longe de imaginar que iria ser alvo de uma histeria pós-revolucionária, que o marcou para sempre. Que perdoou, mas nunca esqueceu", lembra Herman José. Quanto às qualidades que mais admirava, Herman não tem dúvidas: "Seriadade absoluta, modernidade avassaladora, e um sentido de humor raro."

"ERA A SÍNTESE DA RÁDIO", RUI PÊGO (DIRECTOR DA RDP)
"O Artur Agostinho foi uma referência da rádio portuguesa. Tinha a característica da multidisciplinaridade. Quando se fala em transversalidade e em produzir para várias plataformas, o Artur foi um exemplo dessa modernidade. Ele era a síntese da rádio", sublinha Rui Pego, director de programas da RDP, que recorda a última vez que esteve com Agostinho: "No final do ano passado ele veio à RTP, quando apresentámos um programa sobre os 75 anos da rádio pública. Esteve a contar uma série de histórias e estava óptimo. É uma notícia completamente inesperada. Ele estava melhor do que eu", diz Rui Pego, que já tem preparada uma homenagem.

As rádios públicas vão emitir, nos próximos dias, excertos da participação de Artur Agostinho em programas de rádio, televisão e cinema e hoje, às 16h00, será retransmitida uma entrevista dada por Artur Agostinho a Jaime Fernandes em Maio de 2010.

Rui Pêgo recorda ainda a altura em que conheceu Agostinho, na Rádio Renascença, no final da década de 70, após o regresso do jornalista do Brasil, onde esteve exilado. "Eu era um jovem aspirante e ele um veterano, um decano. Almoçamos algumas vezes num restaurante ao pé da rádio, a Casa do Algarve, e retenho que me tratava, sendo eu um miúdo de 20 ou 21 anos, como sendo igual a ele, o que na época não era normal. Inspirou-me para a vida", sublinha.

ARONS DE CARVALHO ELOGIA ARTUR AGOSTINHO
O professor universitário Arons de Carvalho e ex-secretário de Estado da Comunicação Social, teceu elogios a Artur Agostinho.

"Há muitos portugueses que se habituaram a ouvir a voz inconfundível de Artur Agostinho, sobretudo no desporto, e era uma pessoa, até pelo seu  temperamento, pelo seu carácter, insubstituível na Comunicação Social portuguesa", diz ao CM Arons de Carvalho.

MAURÍCIO DO VALE RECORDA "ILIMITADA ESTIMA"
O director de relações públicas do Sporting e também crítico tauromáquico do CM, Maurício do Vale, disse que irá recordar Artur Agostinho com "ilimitada estima, feita de um conhecimento muito anterior ao Sporting".

"É bonito que hoje se diga bem e se rendam homenagens a Artur Agostinho. Mas é importante que alguns metam a mão na consciência pela forma como ele foi tratado no passado", recordou.

"PROFISSIONAL DE ALTÍSSIMA COMPETÊNCIA" - PAULO PORTAS
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, lamentou a morte do jornalista Artur Agostinho, que recordou como um "profissional de altíssima competência" que "marcou uma época".

"Artur Agostinho era um profissional de altíssima competência, que marcou toda uma época. Era uma pessoa de grande humanidade, que deixou amigos junto de todas as pessoas com quem conviveu", afirmou Paulo Portas, numa nota divulgada à agência Lusa.

"VAI FAZER MUITA FALTA PARA DAR CONSELHOS AOS MAIS NOVOS" - RUY DE CARVALHO
“Recebi a notícia com grande desgosto”, lamentou ao CM Ruy de Carvalho. “Era um amigo por quem tenho uma admiração enorme, em tudo o que fazia era talentoso”, recorda o actor, que mantinha com o comunicador uma amizade de mais de 50 anos. “Conheci-o quando ele foi fazer o relato de um jogo do Vitória de Setúbal e pedi-lhe para ser meu amigo. Ele já era famosíssimo e ninguém sabia quem eu era”, conta.

Ruy de Carvalho lembra o radialista como “um belíssimo jornalista, que vai fazer muita falta, até para dar conselhos aos mais novos”.

"SENHORES COMO ESTE FICAM SEMPRE A FAZER-NOS MUITA FALTA" - MANOEL DE OLIVEIRA
O cineasta Manoel de Oliveira também deixou uma palavra de apreço a Artur Agostinho: "Foi  um excelente profissional na rádio  como na televisão  e um excelente actor."

"Como homem, em todas as circunstâncias, sempre correcto e de uma particular simplicidade. Senhores como este ficam sempre a fazer-nos muita falta", diz o realizador de 102 anos numa nota transmitida ao CM.

Ver comentários