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MORREU BOTELHO DA SILVA

O jornalista António Dimas Botelho da Silva, colunista do Correio da Manhã e antigo director de informação da RTP, morreu ontem em Lisboa vítima de ataque cardíaco.

13 de novembro de 2003 às 00:00

Nascido em Lisboa, Botelho da Silva tinha 77 anos e deixou o seu nome fortemente ligado ao já desaparecido vespertino 'Diário Popular' onde iniciou a sua actividade profissional, fez escola a par de outros nomes de referência como Abel Pereira, Urbano Carrasco e Jacinto Baptista que cada um no seu estilo fizeram do título um marco da Imprensa portuguesa.

Em Abril de 1977, no âmbito do processo de reestruturação da RTP, Botelho da Silva assumiu a direcção do departamento de Informação da televisão pública.

Mais tarde, regressou ao 'Diário Popular' onde assumiu as funções de director-adjunto do jornal, ao lado de Pacheco de Andrade.

Depois da reforma, Botelho da Silva manteve presença nos jornais através de colunas de opinião como a 'Aldeia Global' que ainda ontem esteve presente na página 2 do Correio da Manhã. Assinava também uma crónica semanal no 'Jornal de Notícias'

O jornalista deixa viúva Maria Helena Botelho da Silva e foi pai de dois filhos: João Botelho da Silva, também jornalista, que faleceu jovem, aos 27 anos, e Teresa Botelho, docente na Universidade Nova de Lisboa.

O corpo de Botelho da Silva encontra-se desde ontem na casa funerária do Seminário de Alfragide, concelho da Amadora, de onde sairá às 10h00 de amanhã, para ser cremado no cemitério dos Olivais (Lisboa).

À família enlutada e aos amigos, o CM apresenta as mais sentidas condolências.

JOSÉ EDUARDO MONIZ: "ENTREI NA TELEVISÃO PELA SUA MÃO"

"Conheci o Botelho da Silva em 1972, era ele então redactor principal do 'Diário Popular'. Era um homem de escrita fácil, com um enorme talento. Que tinha também uma enorme paciência para apoiar os mais novos. Eu pertencia a esse grupo - o dos mais novos - era redactor estagiário. Recordo-me muitas vezes de um episódio em que foi especialmente correcto para mim defendendo-me perante a chefia do jornal. De tal forma ficámos próximos que quando foi convidado para director de informação da RTP me convidou a ir com ele. Foi portanto pela sua mão que entrei neste mundo da televisão. Por todas estas razões, guardarei sempre dele as mais gratas recordações."

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