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Correio da Manhã

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MORTE ANUNCIADA

"O fantasioso modelo do ‘Canal Sociedade’ não é mais que uma dissimulada liquidação da RTP 2 e a sua morte anunciada, à sombra dele acelera-se o desinvestimento já em curso no Canal 2”. Palavras do jornalista José Rebelo, ontem, na Casa da Imprensa, durante a apresentação das conclusões do Grupo Informal de Reflexão sobre Serviço Público de Televisão.
20 de Dezembro de 2002 às 00:00
O jornalista considerou o projecto do Governo apresentado por Morais Sarmento, na terça-feira, “uma confrangedora expressão de ignorância e ingenuidade”.

O grupo deixa muitas questões em aberto sobre os reais custos da reestruturação, financiamento, modelos de programação e conteúdos, e, em particular, sobre o propósito do novo “Canal Sociedade”. “O que seria esse canal?” – Perguntam. E José Rebelo responde: “Um mosaico de programas que não seria senão a manifestação dos interesses particulares das instituições da tal sociedade civil”.

Por enquanto as conclusões não passam de uma tomada de posição porque o Governo continua a não receber o grupo e, tão-pouco, manifesta interesse em ouvir o que têm para dizer.

Porém, “é necessário reforçar o movimento de opinião. O que Morais Sarmento declara hoje não são as intenções reais de amanhã”, disse Augusto Santos Silva no final. “O princípio já foi quebrado pelo Governo com a alienação da Antena3 que acabou por não se verificar, passando mesmo a ser a vanguarda da RDP. Há, por isso, esperança de um ‘volte-face’ em relação à RTP 2”.
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